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Se você chegou até aqui é porque algum motivo teve para isso... seja qual for esse motivo, fico feliz de ter você comigo nesse meu cantinho.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A difícil tarefa de se estabelecer um relacionamento

Viver a dois é difícil. Iniciar a um relacionamento a dois é muito mais. Às vezes, me questiono sobre quando essa dificuldade teve seu inicio. Quando paramos para conversar com aqueles de mais idade, aqueles que trazem a experiência junto consigo, percebemos, claramente, que essa dificuldade não é tão antiga quanto parece. É comum nossas mães afirmarem que, na época delas, namorar ou casar era apenas uma questão de tempo. Tudo bem que esses relacionamentos eram, muitas das vezes, relacionamentos arranjados. Mas, arranjados ou não, a verdade é que, naquela época, existia algo que hoje em dia não se vê mais: o interesse de estar ao lado do outro.

Em contrapartida, hoje em dia, se sentarmos para prosear em uma rodinha de amigas, o primeiro conselho que vamos escutar das nossas companheiras, quando estamos na eminência de um relacionamento, é o de que não devemos criar expectativas. Ou seja, de acordo com as regras atuais, nunca devemos deixar crescer, dentro de nós, a vontade de estar ao lado do outro. A regra é deixar acontecer naturalmente. Quer dizer, não tão naturalmente assim, porque é preciso agir com frieza, é preciso demonstrar que você não quer para, quem sabe, ter aquilo que você tanto deseja: a presença do outro ao seu lado.

Estamos vivenciando, em pouco tempo, uma grande inversão de ideias. Em um tempo não tão distante assim, nós, mulheres, éramos obrigadas, muitas das vezes, a fingirmos interesse pelo outro. Dessa forma, o outro se sentia seguro no que diz respeito aquele relacionamento que ele desejava, de toda forma, construir conosco. Hoje não! Hoje é preciso mostrar que você ama a liberdade, que você está afim, apenas, de uma boa noite de prazer, para que o cara fique tranquilo e, quem sabe, comece a se interessar, finalmente, por você. Para que ele pense, talvez, em construir um relacionamento com você.

A verdade é que se antes era difícil manter um relacionamento, hoje a dificuldade é de se criar um relacionamento. É preciso viver como se estivéssemos pisando em ovos, o tempo todo. Pensar, um milhão de vezes, antes de dizer um simples: "Ei, eu gostaria de te conhecer melhor", porque se expressar de forma simples e verdadeira faz com que o outro crie um medo absurdo com relação a nossa pessoa. Porque uma frase, uma palavra dita fora do padrão estabelecido faz com que você coloque em dúvida a sua postura de mulher bem resolvida e nada disposta a desenvolver um relacionamento com o outro.

Texto publicado no Jornal Rio - Zona Sul em 02/2017

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Será possível comprar a tal da felicidade?

Vou dar inicio a esse texto dizendo que já foi comprovado, por experiência própria, que o dinheiro compra a felicidade. Sei que pode parecer um tanto quanto ilusório, mas quem é que nunca ficou feliz com a compra da casa própria ou com aquela viagem que, finalmente, conseguiu realizar? Pois é, a grande constatação é de que toda essa felicidade não poderia se tornar real se não fosse o tal do dinheiro. Mas, e quando não estamos falando de bens materiais, de bens intelectuais e coisas do tipo? E quando estamos falando de coisas que não nos cabe ver, que podemos, simplesmente, sentir. Será que, para esses casos, podemos, também, comprar a tal da felicidade?

Por muitos anos eu digo que responderia com um saudoso não a esse questionamento. Afinal de contas, em minha humilde sabedoria, nós jamais seriamos capazes de comprar coisas intangíveis, de comprar a felicidade que não se encontrar, por ai, numa imobiliária ou em uma agencia de turismo. Mas, como a vida é uma eterna mudança, hoje em dia eu já digo que não é bem assim que as coisas funcionam. Por mais absurdo que possa parecer, nós, seremos humanos, somos capazes de comprar essa felicidade invisível a olho nu, essa felicidade, simplesmente, sentida por nós.

Vamos pensar o seguinte: será que todos os relacionamentos são tão naturais e verdadeiros quanto parecem ser? É obvio que não e ponto final. Quantos relacionamentos categorizados como por interesse a gente vê por ai. É a mulher carente que recebe todo o amor e carinho que sempre desejou de um cara que só está com ela por algum interesse próprio. Ou o homem solitário que encontra companhia nos braços de uma mulher que tem por ele, apenas, grande respeito e gratidão. Amor? Amor passa bem longe desses casos.

Creio que se estivéssemos em outra época, como no período em que o casamento era algo arranjado pelas famílias, esse tipo de relacionamento, talvez, não nos chamasse tanto a atenção. Hoje, nós estamos num momento em que somos livres para dirigirmos a nossa vida, mas ainda não, necessariamente, autossuficientes. Embora a liberdade seja uma vitória conquistada por nós ao longo de todos esses anos, ainda não fomos capazes de nos libertarmos da falta que o outro faz em nossas vidas. 

Diante de tudo isso eu me questiono se é errado comprar a felicidade que o outro tem a nos oferecer. Se eu posso, racionalmente falando, comprar uma felicidade, um momento de prazer, um motivo que me ajude a ver o mundo levemente cor de rosa, qual erro há nisso? Talvez, o erro esteja em não assumir, para si mesmo, que essa felicidade não é algo que caiu do céu, como nos contos de fadas. Mas, sim uma felicidade que, de alguma forma, nós conseguimos adquirir. Uma felicidade do mundo real. Talvez, erro maior seja deixarmos de viver momentos felizes, pelo simples fato de sabermos que eles não são tão naturais quanto gostaríamos que fossem. Afinal de contas, viver é uma junção de pequenos momentos de felicidade, sejam eles contos de fadas ou contos da vida real.

Texto publicado no Jornal Rio - Zona Sul em 01/2017

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016


Uma coisa é certa: 2016 não foi um ano fácil! Mas, tenho certeza que ele vai deixar aprendizados na vida de todos nós. Afinal de contas, infelizmente, ainda são nos momentos difíceis que mais adquirirmos aprendizado e força para seguimos nossa caminhada da vida.
Aprendi que a vida não é feita apenas de bons momentos. Passar por momentos tristes nos deixam para baixo mesmo. Mas, por outro lado, dar gargalhadas gostosas, sorrisos inesperados fazem tudo valer a pena.
Aprendi que desapegar é difícil no inicio, mas que com o passar dos dias, vamos percebendo que desapegar não é deixar nada para trás. É, simplesmente, abrir caminho em nossas vidas para as coisas novas que estão por vir.
Aprendi que certas pessoas entram em nossas vidas e nos causam um arrependimento profundo. Arrependimento por termos dividido um pouco do nosso melhor com elas. Mas, também aprendi que essas mesmas pessoas são aquelas que nos servem como exemplo. Exemplo de seres humanos que nunca devemos nos tornar.
Aprendi que fazer novos amigos é fácil e gostoso, quando nos permitimos a isso. E que manter os amigos já existentes é difícil, mas fortalecedor.
Aprendi que enfrentar os próprios medos, aqueles que carregamos como se fossem nossos companheiros eternos, não é fácil. Mas, aprendi que encara-los é o primeiro passo para que eles percam, um pouquinho, a força que possuem diante de nós.
Aprendi que mudar de vida é uma questão fazer as coisas certas que nos dão prazer. E que quando a coisa certa se torna um hábito, nossa vida muda para muito melhor.
Aprendi que ainda somos um pouco orgulhosos e que, por muitas vezes, deixamos passar aquela vontade de abraçar ou aquela vontade de dizer o quanto o outro faz falta por puro orgulho, ou medo, sabe-se lá.
Por fim, aprendi que a vida está nos dando mais 365 dias de novas oportunidades e que cabe, única e exclusivamente a nós, fazermos desses dias momentos de aprendizado!
#2016DeAprendizados #QueVenha2017 #VidaSeguindoSeuRumo

Será que a beleza se põe à mesa?

Como já dizia Vinicius de Moraes... “Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental”. Pois é, diante de tal colocação eu me pergunto se a mensagem que Vinicius, um grande poeta, quis nos passar é a mesma interpretada pela nossa sociedade. Tenho dúvidas, confesso! Hoje em dia, mulheres e homens gastam rios de dinheiro em busca de um padrão de beleza imposto pela sociedade. Chegam ao extremo de se submeterem a cirurgias estéticas em busca da perfeição. Mas, será que ter um rosto bonito ou um corpo escultural é garantia de sucesso nos relacionamentos? E mais, será que isso garante a tão sonhada felicidade a dois?

Salvo raras exceções, quando conhecemos um pretendente pela primeira vez o que nos chama a atenção, logo de cara, é a aparência física. Bem, pelo menos, até onde eu sei, ainda não inventaram um olho biônico capaz de enxergar o interior do outro, sem, ao menos, uma primeira conversa, um primeiro contato. Partindo desse pressuposto e sem hipocrisia, a aparência física é um adicional na arte da conquista sim. É uma primeira chave, dentre tantas a serem encontradas, capaz de abrir uma das portas que dão acesso direto ao nosso mundo particular. 

Pensando dessa forma, levar em consideração a aparência física, em um primeiro momento, não é um problema. O problema é quando escondemos do outro as demais chaves que levam ao nosso coração só porque ele não deu a sorte de encontrar essa primeira, a chave da beleza momentânea. O problema é quando não damos a chance ao outro, e a nós mesmos, de tentar abrir demais portas, para vermos até onde isso vai dar. O problema é quando abrimos mão de uma possível felicidade por conta de preceitos estabelecidos pela sociedade e por nós mesmos.

E sabe qual a pior consequência de tudo isso? A dolorosa solidão. É cada vez mais comum nos deparamos com pessoas designadas como exigentes demais e, dessa forma, solitárias demais. Um pouco de exigência é primordial, mas é preciso estabelecer um limite plausível para essas imposições, de forma que elas não sejam o veículo que conduz as nossas vidas. Acredito que com o tempo nos damos conta de que esse padrão de beleza estabelecido não é a realidade. Percebemos que a beleza é um conjunto de fatores que o outro tem e que nos causa admiração, orgulho. Afinal de contas, nada melhor do que estar ao lado de alguém que nos identificamos até mesmo nas diferenças. 


Texto publicado no Jornal Rio - Zona Sul em 12/2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Entre várias versões de mim mesma



Viver não é fácil. É preciso, a todo o momento, encarar desafios, ultrapassar barreiras que, ao nosso ver, parecem intransponíveis. Por isso, muitos de nós optamos por sobrevivermos ao invés de vivermos a vida que nos é oferecida. Costumo dizer que viver a vida é desfrutar a própria existência, é explorar tudo que ela tem para oferecer. Sobreviver é manter-se vivo, é criar um personagem para viver a nossa própria história, à medida que ficamos em uma aparente zona de conforto, vendo a vida passar diante de nós, como meros espectadores.

Como já dizia um sábio: "Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe". Assumir para si mesmo suas próprias vontades, seus próprios sentimentos, vivendo em um mundo cada vez mais desigual, é realmente difícil. Sair por ai, desnuda de todos os medos e aflições que se colocam diante de nós, encarando a vida com a certeza de que não existe barreira maior do que os fantasmas que criamos dentro de nós, como uma forma ilusória de proteção, é uma briga interna muito grande a ser travada com nós mesmos. 

Sinceramente, não acho que o fato de criarmos alguns personagens para encararmos certos momentos da vida seja tão ruim. Porém, a partir do momento que esse personagem passa a dirigir nossas vidas é que precisamos ter cuidado. Sabe aquela vontade de dizer a alguém o quanto ele ou ela é especial, o quanto ele ou ela está fazendo falta, mas que a gente acaba ignorando? Pois é, o fato de ignorar é ir contra nossos reais sentimentos, é dar total liberdade para que o personagem do orgulho, que criamos por algum motivo, domine nossas reais vontades. E ai, o que acontece é que, com passar do tempo, a gente acaba se dando conta de que aprisionar um sentimento é muito mais doloroso do que qualquer tentativa frustrada de torná-lo real.

Criar várias versões de nós mesmos para encarar as adversidades da vida é seguir por um caminho aparentemente fácil, mas que nos leva a uma dolorosa sensação de sobrevivência. Quando abrimos mão dos nossos sentimentos, por conta de padrões estabelecidos pela sociedade ou por conta dos nossos próprios medos, podemos até passar ilesos por algumas armadilhas da vida, mas abandonamos o que há de mais valioso dentro de nós: a esperança de felicidade! Sendo assim, que nossa vontade de viver seja maior do que nosso medo de arriscar e de lutar por nossos sonhos, por nossos sentimentos. E que, acima de qualquer coisa, possamos ser nós mesmos durante o espetáculo de nossas vidas e não a plateia que assiste a vida passar diante dos próprios olhos.

Texto publicado no Jornal Rio - Zona Sul em 11/2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Mais amor, por favor!

Estamos vivendo em um mundo cada vez mais globalizado. Hoje, em questão de milésimos de segundo, podemos nos comunicar com alguém que se encontra lá do outro lado do mundo. E que me desculpem os não tão adeptos assim das modernidades, mas isso é incrível e nos ajuda muito em nossas vidas. Por outro lado, penso eu, essas facilidades que o mundo digital nos trouxe tem nos tornado seres humanos um tanto quanto frios. E isso... Bem, isso em nada me agrada.

Salvo raras exceções, atire a primeira pedra aquela mulher que não curte um carinho, um xerô no cangote, como dizem nossos amigos nordestinos. É comum ouvirmos piadinhas do tipo: “ligação, nos dias de hoje, é uma verdadeira prova de amor”. Mas, vou me atrever a ir além de uma simples ligação para resolver algo. Falo daquela ligação, inesperada, no meio dia, só para lembrar o quanto o outro é especial. Ou então, aquele singelo “bom dia” quando passamos por alguém no meio da rua. Refiro-me a falta desse tipo de amor ao próximo que tem se tornado mais constante em nossas vidas.

Estamos tão habituados a trabalhar com máquinas, que nos esquecemos de que seres humanos, diferentemente desses aparelhos, precisam de carinho. Passamos horas na frente de um computador. Ao final do dia, desligamos o equipamento, viramos as costas e vamos embora. Vida que segue! Claro que ninguém aqui, em sã consciência, vai dar um beijo de despedida na máquina. Mas, um abraço, um simples “boa noite” para aquela pessoa que trabalhou o dia todo ao seu lado, pode deixar o restinho do seu dia e dessa pessoa mais leve, mais feliz.

Um pouco mais de amor, por favor! Porque é disso que mais precisamos. É o amor que nos dá a energia necessária para enfrentarmos todos os obstáculos que são postos diante de nós e que irão nos permitir crescer a cada novo dia. Triste daquele que não doa amor, porque a máquina de fabricar amor está dentro de cada um de nós e não nessas engenhocas que lidamos o dia todo. Doar amor é de graça e trás benefícios para tanto para quem doa, quanto para quem recebe o amor. E quanto mais amor amor doamos, acredite, mais amor recebemos em troca. Então, vamos doar mais amor uns aos outros e experimentarmos um mundo um pouquinho mais feliz.

Texto publicado no Jornal Rio - Zona Sul em 10/2016

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Mudança de fases

Se tem algo que todas nós mulheres conhecemos muito bem é as tais mudanças de fases. Muitas das vezes ainda brincamos de boneca quando, do nada, nos tornamos "mocinhas". Em outros momentos, infelizmente, deixamos de ser meninas, da noite pro dia, para nos tornarmos mulheres e mães. Definitivamente, mudar de fases é algo constante na vida de todas nós mulheres. E nem sempre encarar a mudança é uma tarefa simples.

Lidar com certas mudanças pode ser algo traumático para uma mulher. Prova disso é a famosa "Crise dos 30" que assombra muitas de nós. Viver aos 30 não é fácil. É quando as cobranças começam a surgir, na maioria das vezes, de nós mesmos. É a necessidade de um relacionamento consolidado que começa a pesar. É aspirar o reconhecimento profissional a todo o custo. É querer, simplesmente, mostrar ao mundo que, finalmente, nos tornamos uma mulher de verdade.

E ser uma mulher de verdade está muito além de ter uma família ou um bom emprego. Ser uma mulher de verdade é ter a maturidade de se colocar sempre em primeiro lugar. É saber se valorizar perante a sociedade. É não ter medo de assumir os próprios medos e, acima de qualquer coisa, é encarar de frente cada um deles. É se olhar no espelho e se achar linda, apesar de não ter mais a o vigor de uma adolescente. É agir com força e determinação, mas jamais deixar ir embora a sensibilidade típica de toda mulher.

Diante de tudo isso, o fato é que mudar não é nada fácil. Mas, é preciso encarar a mudança como sendo sinônimo de evolução, de aprendizado e não de sofrimento e regressão. Se deixamos de ser crianças para nos tornarmos jovens ou se deixamos de ser jovens para nos tornarmos adultos isso é o que menos deve nos afligir. Ao invés de temer a mudança, devemos aproveitar o melhor que cada fase da vida tem a nos proporcionar, fazendo dela o nosso momento único. Afinal de contas, a fase anterior não volta, a que ainda está por vir é fruto da nossa imaginação e a fase de hoje é a que nós temos para sermos felizes.

Texto publicado no Jornal Rio - Zona Sul em 09/2016

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Fazer acontecer

Há alguns anos atrás vivemos a famosa revolução do sutiã. Mulheres em busca de aceitação e igualdade perante uma sociedade, até então, machista. É nítido que hoje em dia a mulher ainda enfrenta preconceitos, mas, ela já consegue se impor perante nossa sociedade. Tudo bem que ainda recebemos salários mais baixos e, muitas das vezes, nossos trabalhos não ganham o merecido valor. Mas, estamos lá, firmes e fortes no lugar que conquistamos. Todavia, hoje, nosso país passa por uma grande crise que, definitivamente, não tem gênero.

Homens e mulheres estão vivendo na eminência de perderem seus empregos, de terem seus salários reduzidos à medida que seus gastos só aumentam. Embora a crise em si tenha tingido diretamente homens e mulheres, os seus reflexos, em alguns casos, se mostram bem preconceituosos no que diz respeito ao quesito mulher. Por exemplo, uma mulher que hoje perde seu emprego é aconselhada a aproveitar o momento para ficar em casa e cuidar dos filhos. Para tudo! E a revolva do sutiã que deu a nós o direito de sairmos para trabalhar, todos os dias, como qualquer ser humano? Jogamos no lixo?

É preciso ter calma diante desses momentos de crise, mas jamais perder o foco, jamais sair dos trilhos. A tão desejada realocação no mercado de trabalho pode demorar um pouco para vir, mas é preciso continuar a caminhada em busca dela. É preciso fazer acontecer! E fazer acontecer não é uma tarefa fácil. Mas, uma coisa é certa: cada um de nós é o responsável direto pela sua própria evolução. Como disse uma amiga esses dias, é preciso partir rumo à vida porque todo dia é dia de recomeçar e a vida é uma dádiva nos dada por Deus para que possamos evoluir sempre; se entregar e regredir, jamais!

Portanto, que tal encarar esse momento como um período de férias? Se permita, durante esse período, curtir sua família, seus filhos, sua vida, afinal de contas, todos nós merecemos férias. Agindo assim, o peso e as cobranças do momento atual serão menores e, com isso, você estará um pouco mais leve para fazer as coisas acontecerem. Porque um dos grandes presentes da vida é o fato de podermos recomeçar, sempre que preciso for e quantas vezes forem necessárias. Afinal de contas, viver é um eterno e longo aprendizado.

E ai, que tal começarmos, juntos, a fazermos as coisas acontecer em nossas vidas?

Texto publicado no Jornal Rio - Zona Sul em 08/2016

Pisando em ovos

Você já reparou como é comum sua mãe dizer que, na época dela, namorar, casar era apenas uma questão de tempo. Tudo bem que, muitas das vezes, eram relacionamentos arranjados, em que o homem escolhia suas esposas e elas, por sua vez, acreditavam fielmente que o amor viria com o tempo. Pois bem, arranjados ou não, a verdade é que naquela época existia algo que hoje não se vê mais: o interesse em estar ao lado do outro.

Em contrapartida, hoje em dia, o primeiro conselho que escutamos quando estamos conhecendo alguém é de que não podemos criar expectativas. É o famoso deixar acontecer naturalmente. É preciso ignorar, fingir que não está nem ai para um compromisso. De maneira alguma é permitido demonstrar que você está gostando. Erro gravíssimo! É preciso ser fria, é preciso mostrar o que você não quer para, quem sabe, ter aquilo que você deseja.

É uma total inversão de valores, fato! Antes a mulher precisava mostrar que estava interessada, por mais que não estivesse por conta de relacionamentos arranjados, para que o seu parceiro ficasse tranquilo. Hoje não! Hoje é preciso mostrar que você ama a liberdade, que você está afim, apenas, de uma boa noite de sexo, para que o cara fique tranquilo e, quem sabe, comece a se interessar por você e queira estar ao seu lado. Afinal de contas, o pobre homem não pode se sentir pressionado.

A regra atual é pisar em ovos. Pensar um milhão de vezes antes de dizer um simples: "Ei, eu gostaria de te conhecer um pouco melhor". Ignorar, fingir ser alguém que você não é (e que nunca será). É preciso entrar no jogo para ter o tão sonhado final feliz. Ou então, talvez, o final feliz seja apenas você aceitar a si mesma, seguir em frente, nunca perder as esperanças de que um dia você encontrará a sua exceção à regra. Porque uma mulher, seja ela do século atual ou não, será sempre um ser humano de carne, osso e muito, muito sentimento para oferecer. Faça você a sua escolha e boa sorte!

Texto publicado no Jornal Rio - Zona Sul em 07/2016

Que venha o 12 de junho

E num piscar de olhos lá vem ele novamente, o tão temido dia dos namorados. Corações para lá, corações para cá em todos os lugares. É como se a cidade entrasse em clima de romance. Brincadeiras a parte, muitas mulheres adorariam excluir essa data melosa de seus calendários. Tudo bem que você, mulher, ai do outro lado, com seu relacionamento vindo diretamente dos céus, pode estar pensando o contrário, mas, com certeza, você já fez parte desse pequeno grande grupo das excluídas do dia 12 de junho.

Dispenso o discurso sarcástico da mulher bem resolvida que diz que não precisa passar o dia dos namorados com um namorado já que a páscoa, por exemplo, não passa com um coelhinho. Para tudo! Não passa porque não quer! Resolvo isso em um piscar de olhos, adotando um bichinho fofinho e branquinho para você. Agora um namorado, minha amiga, esse não se encontra num pet shop.

Aliás, namorado tem sido algo tão em extinção que está mais fácil a mulher ganhar na mega sena, ficar linda e maravilhosa, sair viajando pelo mundo e sendo feliz, do que encontrar alguém que ela possa realmente construir uma vida a dois. Os relacionamentos, hoje em dia, existem mais para serem exibidos nas redes sociais do que serem vividos. Infelizmente, estamos vivendo com maestria, ou usando como desculpa esfarrapada, a máxima do "antes só do que mal acompanhado".

Por isso, desejo a você, que vai passar o próximo dia dos namorados com seu amor que curtam esse momento a dois intensamente e com muita melação mesmo. Afinal de contas, é uma delícia namorar. Assim como desejo pra você, que ainda não encontrou sua alma gêmea e que também não ganhou na mega sena para sair pelo mundo, que curta a si mesmo nesse dia. Que se namore! A felicidade é simplesmente um somatório de momentos bons que passamos em nossas vidas. Quanto mais momentos bons, maior será a nossa felicidade

Texto publicado no Jornal Rio - Zona Sul em 06/2016

Questão de escolha

Definitivamente, eu não acredito em destino. O tal do "acaso" foi apenas uma forma que nós inventamos para justificarmos as nossas escolhas. Não foi o destino que fez você cruzar com fulano, naquela noite de verão em uma cidade lá onde o vento faz a curva. Para com isso!! Ambos escolheram estar lá, naquele momento, ao invés de estarem quietinhos, dentro de suas casas, bem longe desse tal de destino.

Todos nós somos responsáveis pelas escolhas das nossas vidas. O que não nos pertence são as consequências que elas nos trazem. E nesse quesito consequência, o recordista em nos pregar peça é o tal do sentimento. Sabe, aquele que chega, de mansinho, e quando você se dá conta está dominando sua vida? Pois é, esse não tem livre arbítrio capaz de dominar.

O sentimento simplesmente acontece! Mas, podemos escolher o que fazer com esse sentimento. Eu, por exemplo, escolhi experimentar aquela emoção, mas também escolhi me recolher quando bateu medo. Depois, eu escolhi encarar o medo e me entregar aquele amor que explodia dentro de mim. Mas, depois de tantas escolhas, chegou uma hora em que eu escolhi seguir minha vida, sozinha.

Diante disso, eu que sou a favor de escolhermos viver, de forma plena, todos os sentimentos que são colocados diante de nós. Como dizem por ai, se você não pode vencê-lo, então junte-se a ele. Afinal de contas, um sentimento que nasce dentro de nós e que, talvez, conviva conosco pro resto de nossas vidas, tem o direito de ser vivido e de ser eterno enquanto ele durar.

Texto publicado no Jornal Rio - Zona Sul em 05/2016

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

A dificil tarefa de viver a dois

Viver em sociedade é difícil. Viver a dois é muito mais. Às vezes me questiono quando essa dificuldade teve seu inicio. Conversas com pessoas de mais idade, nos mostra que essa mudança não é tão antiga quanto parece. É comum sua a mãe ou aquele tia que adora conversar dizer que, na época delas, namorar, casar era apenas uma questão de tempo. Tudo bem que muitas das vezes eram relacionamentos arranjados, em que o homem escolhia a sua esposa. Pois bem, arranjados ou não, existia algo que hoje não se vê mais: o interesse em estar ao lado do outro.

Em contrapartida, hoje em dia, ao sentamos para batermos papo em uma rodinha de amigas, o primeiro conselho que escutamos quando estamos conhecendo alguém é de que não podemos criar expectativas. É o famoso deixar acontecer naturalmente e, durante esse período critico, ignore, finja que não está nem ai para nada. De maneira alguma é permitido demonstrar que você está gostando. Erro gravíssimo! É preciso ser fria, é preciso mostrar o que você não quer para, quem sabe, ter aquilo que você deseja.

É uma total inversão de valores. Antes a mulher precisava mostrar que estava interessada, por mais que não estivesse por conta de relacionamentos quase que impostos, para que o seu parceiro ficasse tranquilo. Hoje não! Hoje é preciso mostrar que você ama a liberdade, que você está afim, apenas, de uma boa noite de sexo, para que o cara fique tranquilo e, quem sabe, comece a se interessar, finalmente, por você. Para que ele queira estar ao seu lado.

É preciso pisar em ovos, o tempo todo. Pensar um milhão de vezes antes de dizer um simples: "Ei, eu gostaria de te conhecer um pouco melhor". Porque uma frase, uma palavra dita fora do padrão estabelecido faz com que você coloque em dúvida a sua postura de mulher bem resolvida e nada disposta a se entregar para o outro.

domingo, 1 de novembro de 2015

Caminhos cruzados

Definitivamente, eu não acredito em destino. O tal "acaso" é apenas algo que o ser humano inventou para justificar as suas escolhas. Eu não cruzei com você, naquela noite, porque o destino, finalmente, resolveu que aquele era o momento em que seriamos apresentados (ou reapresentados) um ao outro. Se nossas vidas se cruzaram foi porque tanto eu quanto você escolhemos estar ali naquele momento. 

Todos nós somos responsáveis pelas escolhas das nossas vidas. Quer dizer, quase todas! Porque nem o poderoso livre arbítrio é capaz de determinar os nossos sentimentos. Tudo bem, eu não escolhi gostar de você, mas eu escolhi todo o restante que envolveu as nossas vidas. Eu escolhi me entregar aquele momento, eu escolhi me recolher quando bateu medo, eu escolhi encarar o medo e me entregar aos sentimentos que explodiam dentro de mim. E ai, diante de tantas escolhas, chegou uma hora em que eu escolhi seguir minha vida sem você. 

Mas, independentemente de todas as escolhas que nos envolveram (que fique claro que você também fez as suas escolhas), o sentimento que nasceu (ou renasceu) naquele momento em que nossas vidas se cruzaram, continua pulsando da mesma forma que pulsou na primeira vez em que meu olhar cruzou com o seu. Porque esse, bem, esse eu não consigo dominar!!

domingo, 8 de março de 2015

Balão da saudade

Eu confesso que não sabia o que era saudade até a tal de distância me fazer sentir na pele exatamente o que ela significa. E digo que não achei a menor graça em conhecê-la. Ela é chata, incomoda e ainda esfrega na nossa cara que quem manda na situação é ela. É como se ela soubesse exatamente qual o nosso ponto fraco e cutucasse bem lá no fundinho da ferida. E a ferida? Bem, e a feriada é essa distância que hoje nos separa.

Dizem por ai que o bom da saudade é poder matá-la. Que é poder mostrar pra a saudade que quem manda na situação, naquele momento, somos nós. Vejo a saudade como um balão de gás. É... Um balão de gás que vai enchendo aos poucos, a cada falta que a saudade nos faz sentir, a cada sorriso não dado, a cada beijo não recebido, a cada sopro de tristeza que bate lá no fundo dos nossos corações. E tudo isso dura até que o balão exploda por não suportar tamanha pressão de saudade.

Pois é, hoje eu não vejo a hora do meu balão da saudade chegar ao limite e explodir, para que eu possa, finalmente, matar essa imensa vontade que eu sinto de estar novamente junto de você. De poder, simplesmente, olhar dentro dos seus olhos e te dar um abraço bem apertado. De poder te beijar sem ter hora para parar. De poder dar risadas junto com você, como duas pessoas que só querem ser felizes. De poder, mais uma vez, dormir nos seus braços sem me preocupar com o dia seguinte. Porque quando estamos juntos os momentos se tornam eternos!

quinta-feira, 5 de março de 2015

De repente, você!

E ai, do nada, quando você menos espera e quando você, definitivamente, não está mais procurando, aquilo que você gastou um bom tempo da sua vida a buscar caí de paraquedas bem na sua frente. Pois é, a vida é assim! As coisas não surgem quando nós queremos, mas sim quando nós estamos finalmente prontas para recebê-las.

Talvez, quem sabe, o simples fato de eu não estar me importando com nada além de estar bem comigo mesma naquele momento, fez com que você se aproximasse de mim. Porque foi exatamente assim que você surgiu, do nada, numa noite em que a única coisa que me importava era dançar forró no clima gostoso de um lugar simplesmente paradisíaco. E ao seu lado, naquela noite, eu me permiti viver sem me preocupar com o que aconteceria no dia seguinte. 

E no dia seguinte, para minha surpresa, você estava lá ao meu lado. E nos próximos dias que se seguiram você também estava lá, junto de mim. Era uma presença maravilhosa para quem já estava tão acostumada com a ausência. Cada momento junto, cada frase dita e cada olhar trocado, porque às vezes as palavras tornavam-se desnecessárias, tornaram nossos dias mágicos. Definitivamente, se aquilo era um sonho eu não queria nunca mais acordar.

Sei que tudo isso pode ser fantasioso, mas pouco me importa porque só eu sei o quanto tudo isso me fez bem e ainda me faz. O quanto tudo isso me trouxe de volta o brilho no olhar que há muito tempo eu havia perdido. O quanto tudo isso me trouxe de volta o sentimento de esperança  no amor, perdido há muito tempo atrás. O quanto tudo isso fez com que eu voltasse a me olhar no espelho e me sentisse mulher novamente, como há muito tempo eu não me sentia. Uma mulher que estava, finalmente, se encontrando com ela mesma e com todas as maravilhas que ela havia escondido por de trás de um triste olhar.

Hoje eu digo que eu não sei o que será do dia de amanhã. Apenas sei que a vida nos reserva coisas que a gente até duvida e que essas coisas só acontecem na hora em que precisam acontecer. E sei também que para Deus nada é impossível, nem mesmo a distância que hoje nos separa. A única certeza que eu tenho é de que você me  fez uma mulher muito feliz nos dias em juntos pudemos estar. É continua me fazendo feliz, mesmo com com essa distância que hoje nos separa. E só por que nós vivemos, eu já posso me considerar um ser humano que viveu a plenitude de um momento inesquecível a dois.

(Texto dedicado a uma pessoa muito especial. Agradeço a Deus todos os dias por ter feito essa pessoa cruzar meu caminho)


domingo, 19 de outubro de 2014

Refletindo sobre a vida...

Certa vez eu li a seguinte frase “Feliz não é aquele que tem muito, mas sim aquele que valoriza tudo o que tem” e hoje, depois de um tempo, eu me pego pensando nela e no que é realmente ser feliz. Sei que já falei sobre esse assunto várias vezes, mas e daí? Quero voltar a falar sobre ele. Talvez, justamente, por não ser algo bem resolvido na minha vida.

Se alguém me perguntar hoje se eu sou feliz, provavelmente eu vou dizer “Podemos pular para a próxima pergunta?”. E não é pular porque eu não saiba responder. É pular porque eu não quero responder. Ou então, talvez, quem sabe, eu solicite ajuda aos universitários. Quer dizer, pensando bem essa não é a melhor opção, porque a nossa vida vai sempre parecer “perfeita” aos olhos de quem não está vivendo-a.

Parece que nós, seres humanos, estamos fadados a sempre desejarmos aquilo que não temos. Se aquilo que nos falta é realmente importante para sermos felizes, acredito que essa seja uma análise que cada um de nós precisamos fazer sobre as nossas vidas. Porque, o vizinho jamais vai dar importância aquilo que nos falta, aquilo que nos incomoda. E não pense que é porque ele está sendo hipócrita. Não! Nada disso! É porque aquilo que lhe falta ele, talvez, tenha de sobra. Ou então, talvez, não seja um fardo para ele. Vamos a alguns exemplos práticos:

- Se você tem uma família estruturada, unida, jamais saberá o que é sentir falta do abraço de um pai e de uma mãe nas horas difíceis.

- Se você tem amigos para sair, para se divertir, jamais saberá o quão difícil é encarar o fato de que você não tem companhia para assistir aquela peça de teatro que você está louca para ver, mas que não consegue ir sozinha.

- Se você tem um trabalho que lhe proporcione uma vida razoavelmente estável, jamais saberá o quão frustrante é passar em frente a uma loja e não poder comprar uma roupa nova porque precisa guardar o dinheiro para o jantar do dia seguinte.

- Se você tem um relacionamento estilo conto de fadas. Tudo bem, não vamos exagerar tanto. Mas, se você tem um relacionamento a base do amor, do companheirismo, jamais saberá entender a solidão daquele que hoje se encontra sozinho.

Porque é fácil para nós dizermos que o outro deve levantar a cabeça e valorizar tudo de bom que a vida lhe ofereceu e esquecer aquele pontinho falho que tanto lhe incomoda. Na maioria das vezes falamos isso porque queremos ver aquela pessoa bem e feliz com as maravilhas que ela possuí. Mas, podem acreditar que não é fácil. Porque é muito difícil lidar com aquilo que tanto nos incomoda. Que nos faz tanta falta. Que dói lá no fundinho da nossa alma. Costumo dizer que isso é aquela ferida que teima em se abrir, de vez em quando. E o fato de não sabermos lidar com isso não significa que somos fracos. Significa apenas que somos seres humanos, de carne e osso, e que determinadas faltas em nossas vidas é um fardo pesado apenas para nós, que estamos carregando aquele peso.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Porque no começo tudo são flores

Inicio de relacionamento é tudo lindo. É amor pra cá, amor pra lá. É tanto amor que você chega a se perguntar como isso é possível. Mas, para que explicar um sentimento tão bonito quanto o amor, não é mesmo? Ele é lindo e ponto final. Mas, e quando as coisas não ocorrem conforme o esperado? E quando o inicio não é bem como um jardim florido em plena primavera? Será que podemos dizer que alguns relacionamentos, só pra contrariar, preferem começar em pleno inverno?

Eu poderia dizer que é culpa dessas variações climáticas loucas que surgem do nada. É sol de verão em pleno inferno, flores caindo em meio ao verão. Ou então, quem sabe, seja culpa do inferno astral. Quem mandou começar um relacionamento em um período em que nada funciona direito? Mas, tudo isso são apenas meras desculpas para algo que, confesso, ainda não ter encontrado uma explicação que pudesse, de alguma forma, me convencer. E essa falta de explicações me remetem a outros questionamentos: tudo deve ser, realmente, flores no começo? Como pode tudo ser tão perfeito entre duas pessoas que sequer se conhecem direito? Estariam tais pessoas enganando a si próprias com tamanha perfeição?

Enfim, eu poderia escrever páginas e mais páginas em busca de uma justificativa para essa questão. Mas, de nada adiantaria, pois justificável ou não, a verdade é que somente o tempo para dizer se as flores do inicio de um relacionamento em plena primavera vão permanecer em outras estações ou se o frio do inverno vai ser capaz de fazer germinar belas flores de primavera.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Prazo de validade

Será que a maioria dos relacionamentos estão fadados a terem um prazo de validade estabelecido? E digo mais, será que esse prazo de validade está a cada dia que passa menor? E o “eles foram felizes para sempre” que passei a vida toda escutando por ai? Será que realmente fui enganada durante todo esse tempo ao acreditar que as pessoas podem sim construírem uma vida duradoura e feliz juntos?

O que mais vejo por ai são pessoas com medo de se relacionarem. Pessoas que acreditam que não vale mais a pena começar algo que elas sabem que logo vai acabar. E eu detesto admitir isso, mas na maioria dos casos acaba mesmo, viu! Parece até que esse pessoal tem uma bola de cristal pendurada no pescoço. E aqueles que não acabam rápido é porque nem sequer tiveram a chance de começar. E ai eu paro e me questiono: até onde esse medo de amar do ser humano vai nos levar?

Eu admito que sempre fui muito sonhadora. Quando meu coração batia mais forte eu não pensava duas vezes em me entregar para aquele amor, para aquela paixão. E eu não me importava com nada, porque eu simplesmente acreditava que dessa vez, finalmente, seria para sempre. Pois bem, não preciso nem dizer que na maioria das vezes eu me enganei. Se eu não havia me preocupado com o prazo de validade estabelecido para as relações atuais, o meu parceiro parecia ter levado isso bem ao pé da letra. E ai, quando eu menos esperava, todo aquele sonho acabava.

Depois de tantos e tantos prazos de validade vencidos, eu olho pra mim mesma e me vejo como uma daquelas pessoas com medo de recomeçar. Aquele tipo de pessoa que eu nunca quis me tornar. Me vejo como um ser humano que luta contra si mesmo todos os dias para não se deixar envolver por ninguém. E assumo que essa é uma das lutas mais difíceis a serem enfrentadas, porque o sentimento é um inimigo traiçoeiro, chega de mansinho e quando a gente se dá conta já está a ponto de nos dominar por completo.

E diante dessa situação o que acontece é que, de duas uma: ou sou vencida nessa luta árdua contra meus próprios sentimentos e acabo me entregando. E, ao me entregar, me torno um ser humano com medo de ser derrubada, novamente, pelo maldito prazo de validade. Ou então, venço essa luta contra meus sentimentos e não me entrego, mas olho pra mim mesma, frustrada, e pergunto todos os dias se tudo teria realmente terminado como num piscar de olhos, ao final do doloroso prazo de validade caso eu tivesse, pelo menos, tentado? E, sinceramente, não sei o que é pior: tentar e ser novamente vencida pelo prazo de validade ou não tentar e jamais saber o que poderia ter acontecido.

domingo, 8 de junho de 2014

Recomeçar

Quantas vezes precisaremos recomeçar ao longo de nossas vidas? Sinceramente, eu não sei e não me importa saber. O importante para mim é ter a certeza de que, algumas vezes, recomeçar é preciso. Talvez, a vida seja como um círculo e cada história de nossa vida representa uma volta nesse círculo. Às vezes, essa volta é rápida. Outras, nem tão rápida assim. Mas, para começar uma nova volta é preciso, primeiro, encerrar a anterior. Até porque, matematicamente falando, o começo e o fim de uma circunferência são, praticamente, o mesmo ponto.

Encerrar um ciclo, quem sabe, seja uma das decisões mais difíceis de serem tomadas. Somos apegados a tudo aquilo que nos rodeia e, acima de tudo, temos a esperança de que, cedo ou tarde, aquele ciclo vai dar certo e será, finalmente, o ultimo de nossas vidas. Acho, mas só acho, que essa definição de último não nos cabe. Jamais saberemos ou teremos a certeza de que chegamos ao último ciclo de nossas vidas. Por isso, eu acredito que temos que nos permitir viver cada etapa de nossas vidas da melhor maneira, aproveitando, sempre, o melhor de cada uma delas. E, se detectamos algo errado, talvez, seja esse o sinal de que é a hora de reiniciarmos!

Recomeçar não é apagar tudo o que está se deixando para trás. Muito pelo contrário! É deixar tudo guardado em um cantinho bem especial dentro de nós mesmos, quando essa recordação vale a pena, claro! Até porque, esquecer é para quem sofre de amnésia e esse não é o caso da maioria das pessoas. Recomeçar é ir em busca de uma nova história de vida. Recomeçar é a ter certeza de que, daqui pra frente, novos ventos irão soprar a nosso favor.

sábado, 3 de maio de 2014

Eu desisto!

Eu nunca pensei que eu fosse falar isso um dia, mas eu desisto de você. Certa vez, eu escrevi que é muito mais difícil desistir de um amor do que lutar por ele. E hoje, estou sentindo na pele o quanto isso é realmente doloroso. Ir contra os nossos próprios sentimentos é como se a gente estivesse enfiando uma faca no próprio peito. E isso dói, dói muito, viu! Amor, amor de verdade não acaba nunca, por mais que a gente abra mão dele, por mais que ele nunca consiga ser transformado em uma bela história com final feliz, igual aquelas de contos de fadas. Porque amor se transforma, mas jamais deixa de existir.

Se é verdade ou não, eu não sei dizer. Mas, eu acredito que podemos sim viver muitas e muitas vidas. Construir muitas e muitas histórias ao longo das nossas passagens por esse mundo em que vivemos. E eu sinto que nessa vida a gente não veio ao mundo para construirmos a nossa história. Ou, pelo menos, não estamos aqui para construirmos uma longa história juntos. Ainda assim, tivemos a oportunidade de estarmos juntos. Porque não seria justo passar por essa vida sem, ao menos, cruzar com você. Como você mesmo me disse quando nos despedimos pela primeira vez: "Foi muito bom encontrar você!".

Eu admito que tenho ciúme do mundo! E sabe por que? Porque o mundo tem aquilo que eu mais gostaria de ter: você! Porque é como se eu tivesse perdendo você para o mundo. Existem pessoas que nascem para o mundo e, nessa vida, você é uma delas. O mundo é sua casa e você pertence à ele. Vejo você como um pássaro de olhos brilhantes e canto atraente. Um pássaro que leva alegria a todos aos seu redor. Um pássaro que carrega consigo a verdadeira chama da liberdade. E é por isso que ninguém jamais poderá tirar você do seu habitat natural, que é esse mundão afora.

Por isso, eu optei por seguir minha vida e viver em um pequeno pedaço desse mundo enorme que hoje você vive...sem você! Quero poder sempre lembrar de você, mas não quero mais pensar em você. Porque se eu penso, eu sofro por saber que você está, sabe-se lá em que lugar desse mundo, distante de mim. Mas, se eu apenas me permito lembrar, eu trago sempre comigo os momentos únicos e especiais que somente você foi capaz de me proporcionar. Porque, independentemente de estarmos juntos ou não, nessa vida, eu sei que algo muito maior ainda nos espera, em outras vidas, quem sabe. Mas, nessa vida... Nessa, eu desisto de ter você pela metade!


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Momentos marcantes ficam para sempre

Ele não é bonito. Na verdade, ele não é muito bonito. Ah! Quer saber de uma coisa? Não me importa se ele é bonito ou não para o resto do mundo. Na verdade, até acho melhor que ele não seja mesmo bonito pra todos vocês. Porque, aos meus olhos, ele é o homem mais lindo desse mundo e ponto final!
Ele é baixinho? Encaixa direitinho na minha altura. Ele ronca? Para isso existem protetores auriculares ótimos e que proporcionam ótimas noites de sono. Ele, de vez em quando, aparece com aquele humor do cão? Tenho várias caixas de maracujina armazenadas em lugares estratégicos.
Seu sorriso? Pode não ser o mais encantador que já vi, mas é o sorriso que faz meu coração pulsar forte quando vejo. Seu toque? Não é macio como um veludo, mas consegue me esquentar e me deixar molinha, de uma forma que é melhor a gente mudar de assunto.
Por isso, que busco transformar os poucos minutos que passo ao seu lado em momentos eternos. Pode ser pouco? É, talvez seja realmente pouco. Mas, é como se esses pequenos momentos valessem por uma vida inteira. Até porque, eu ainda prefiro ter poucos momentos marcantes na memória do que um monte de momentos imperceptíveis.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Amores de outras vidas ou simplesmente amores?

Às vezes me pergunto se essa historia de amores de outras vidas realmente é verdade ou se isso é mais uma lenda que criamos para justificarmos certas situações vividas por nós. Admito que essa questão é uma grande incógnita para mim, ainda mais nos dias de hoje.

Não nego que o que sinto por você é diferente de tudo que já senti em toda a minha vida por outros homens. Como se eu tivesse muitas histórias de amor para contar, não é mesmo? Enfim, continuando, eu sei que o amor que sinto por você é único, incomparável e surpreendentemente grande. Porém, não seria tudo isso um exagero da minha parte? Um drama de uma mulher apaixonada? Ou tal sentimento pode ter sim uma explicação além do que eu mesma possa imaginar?

Jamais vou esquecer do dia em que você entrou em minha vida. Naquele momento eu havia desejado muito que a solidão que morava dentro de mim fosse embora. Pedi, com toda força do meu coração, que meu coração fosse preenchido com amor. Amor de verdade!!

E aí, naquela noite, surgiu você. Um homem complicado e perfeitinho, que me encantou de tal forma que eu não pude resistir. Admito que num primeiro momento eu tentei, e como tentei, lutar contra esse sentimento. Afinal de contas, era um sentimento avassalador e diferente de tudo que sempre sonhei. Porém, fui vencida pelo cansaço. Ou melhor, fui vencida pelo sentimento verdadeiro que brotou dentro de mim.

Será que é amor de outras vidas? Será que é, finalmente, amor de verdade? Será que um dia esse sentimento todo vai acabar? Será que existe, realmente, uma explicação para tamanho sentimento? Sinceramente, não sei responder a nenhuma dessas perguntas. Porém, sei que te amo de verdade. Que te amo como eu nunca amei outro homem em toda minha vida. E admito que ainda mora aqui dentro de mim a esperança de que um dia eu poderei, finalmente, escrever no final desse livro..."E eles viveram felizes para sempre"

terça-feira, 1 de abril de 2014

Ontem, hoje e amanhã

Pessoas apaixonadas tendem a ser dramáticas, fato! Porém, será que existe um limite entre o drama e a realidade? Pois bem, pra começar eu não acredito na máxima que diz que se é amor de verdade, então não há sofrimento. Na minha humilde opinião, isso é utopia. É como se eu acreditasse que o mundo em que vivemos fosse perfeito. E se o mundo não é perfeito, por que o amor, fruto desse mundo, deveria ser?

Amar alguém é uma tarefa muito difícil. Relacionamento a dois é complicado e ponto final! É preciso amar as qualidades, mas também os defeitos. É preciso entender que nem todos os dias o outro vai estar disposto a demonstrar que morre de amores por você. Pode ser que amanhã, ele acorde e simplesmente não esteja afim de lhe presentear com um buquê de rosas, conforme você sonhou que aconteceria, na noite anterior. Porém, isso não significa que o amor acabou. Apenas, que ele não é prioridade naquele momento. 

É preciso compreender que o mundo não gira em torno do amor! Obvio que se o seu companheiro acorda de "ovo virado" todos os dias, algo de errado tem nessa história, que isso fique bem claro. Porém, se você viveu uma bela noite de amor no dia de ontem e hoje sua noite está sendo como outra qualquer, por que você vai achar que o amor acabou ou que nunca sequer existiu? Tenha certeza de que ele existiu no dia de ontem, está guardado em algum lugar no dia de hoje e poderá, com absoluta certeza, ressurgir no dia de amanhã. Basta apenas que ele exista de verdade dentro de você!


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

É namoro ou amizade?

Eu acredito na amizade entre homens e mulheres. Para ser sincera, chego a dizer que, quando ela é realmente verdadeira, pode vir a ser mais forte e mais sólida do que a amizade entre pessoas do mesmo sexo. Talvez, pelo fato de existirem tantas diferenças entre duas pessoas de sexos opostos, é que uma possível rivalidade entre eles acabe não surgindo. Pois bem, vamos, então, ao que realmente interessa. É lindo ser amigo(a) de uma pessoa do sexo oposto, mas se isso ocorre sempre, algum problema temos por aí, fato!

Certa vez, uma mulher me confidenciou que ela não sabia o porquê de sempre se tornar a melhor amiga dos homens que se aproximavam dela. A mesma mulher continuou dizendo que, por muitas vezes, chegou a sentir certo interesse pelo “amigo”, mas que o medo de perder a amizade fez com ela matasse esse interesse e investisse, casa vez mais, apenas na amizade, até que ele viesse a se tornar, simplesmente, um grande amigo. É... aquele amigo que dorme na mesma cama que você e que nem se faz necessário montar uma barreira de travesseiros entre vocês. Afinal de contas, vocês só irão dormir, mesmo.

Acredito que, muitas vezes, é melhor ser amiga de um homem que amante dele. A relação de amizade pode sim funcionar muito melhor do que a de casal. Porém, não vamos fazer disso uma rotina. É preciso se dar a oportunidade de conhecer o outro lado da pessoa. O lado que não é apenas amigo. E, para isso, não adianta ter medo de tentar. Não adianta impor a barreira do “vou acabar com nossa amizade”, como forma de defesa ou, até mesmo, de covardia. Porque, se amizade realmente falar mais alto que o relacionamento homem-mulher, é ela que vai prevalecer e ponto final. Senão, de grandes amizades poderão surgir grandes amores. Afinal de contas, quem não quer ter um amigo(a) amante?

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Em nome do "Amor"

Até que ponto o ser humano é capaz de chegar em nome do amor? Ou melhor, será que algo que exige grande sacrifício pode realmente ser considerado amor? A grande verdade é que muitas pessoas são capazes de ir de um extremo ao outro de suas vidas em busca de viver uma grande paixão. E isso vai desde o simples prazer de se acordar ao lado da pessoa amada, depois de uma bela noite de amor, até a humilhação de se implorar pelo amor de alguém que não merece sequer uma lagrima sua. Quem dirá um rio de lagrimas de tristeza.

Quando chegamos ao ponto de implorar pelo amor, pelo carinho, pela atenção de uma pessoa é porque chegamos finalmente ao fundo do poço. E pode ter certeza que não é essa pessoa que tanto nos faz falta nesse momento. Não é dela que precisamos. O que falta nesse momento em nossas vidas é a companhia de nós mesmos. O vazio que sentimos pela ausência do outro, que nos leva atos de extrema insanidade mental, precisa ser ocupado por aquela que deveria ser a coisa mais importante desse mundo: nós mesmos!

É muito triste ver um ser humano chegar ao ponto de implorar pelo amor do outro, como se aquilo fosse a razão de se viver. Como se aquele amor fosse o ar que ela precisa respirar para manter-se de pé. Às vezes, ficamos com raiva ou até mesmo pena de alguém que age dessa forma com ela mesma, mas será mesmo que se essa pessoa pudesse escolher, estaria agindo dessa maneira com ela mesma? 

Enfim, dói muito perder um grande amor, alguém que julgamos necessário em nossas vidas para que ela tenha um pouco mais de cor. Alguém, cuja passagem por nossas vidas tenha sido breve ou longa (isso não importa!), mas que trouxe um pouco de colorido para uma vida até em tão um tanto quanto cinzenta. Porém,  dói muito mais quando se perde o amor próprio, aquele pilar, que de alguma forma, parece ter sido destruído, esmagado e hoje só é possível se ver os resquícios da destruição.



terça-feira, 2 de julho de 2013

Porque amor de gente grande dá um trabalhão

Coisa complicada é o tal do amor. Sei que muitos vão dizer que se é complicado, então não é amor. Que amor é felicidade, é alegria, é bem estar e por ai vai. Concordo que amor seja tudo isso. Ou melhor, seja tudo isso também! Amor perfeito é amor idealizado. Prova disso são as belas estórias de amor relatadas em filmes e livros. E eles viveram felizes para sempre! Amor da vida real não é assim. Amor de gente grande dá um trabalhão, viu! Comparo o amor da vida real às estações do ano. Em um dia você sente o perfume gostoso das flores da primavera; no outro, a quentura trazida pelo sol escaldante do verão; depois, estará amenizando tudo isso com a brisa gostosa do outono; e, por fim, ainda terá que encarar os ventos gelados do inverno. Amor de verdade é assim! Imprevisível!

E foi exatamente assim que surgiu meu amor por você. Do nada! Quando eu menos esperava, quando eu menos queria, no momento em que eu mais tive medo de amar novamente. Foi então que você surgiu diante de mim como um sorriso gostoso, com um perfume inebriante, que deixou marcas não somente na minha roupa, mas em toda minha alma. Sem falar do toque macio e do jeito delicioso de abraçar quando juntos pudemos dançamos pela primeira vez. Meu corpo, minha alma e acima de tudo meu coração estavam entregues à você, a partir daquele exato momento.

Primeiramente, como qualquer pessoa sensata, eu preferi fugir de você. Porque sentimento forte assim dá medo! Mas, como qualquer pessoa apaixonada, eu deixei a sensatez de lado e resolvi me entregar a esse sentimento, que eu achei que jamais fosse sentir. Posso dizer que pela primeira vez na vida eu estava vivendo um amor de gente grande. Porque aquilo era diferente de tudo que eu já havia vivido na minha vida. Dessa vez, eu estava tendo um relacionamento de verdade e não um faz de conta que eu havia me acostumado a viver.

Eu descobri, pela primeira vez, o quão bom era o simples fato de andar de mãos dadas com alguém pelas ruas e ver as pessoas te olhando como se estivessem pensando: casal bonito! Eu descobri o que era sentir saudade e como era gostoso matar essa saudade. Eu descobri que eu não precisava ter medo do que eu sentia, das minhas vontades e desejos, porque era você quem estava ali do meu lado, me fazendo sentir, pela primeira vez, uma mulher de verdade. Descobri como era gostoso acordar no meio da noite com uma ligação sua, mas também descobri o quanto era triste despertar pela manhã e perceber que você não estava ali ao meu lado. Descobri também que nem tudo eram flores, que por muitas vezes eu sentiria uma dor tão grande aqui dentro de mim, que minha vontade era de sumir. Porém, era também nesse mesmo momento que eu descobria uma força enorme dentro de mim que era capaz de lutar, com todas as forças, para estar  sempre ao seu lado.

Busquei forças onde jamais pensei em encontrar para lutar por esse amor, mas hoje eu digo que essas forças se esgotaram. Não consigo mais recarregar as baterias para continuar lutando por você. E, por conta disso, eu estou desistindo. Não me considero fraca por estar desistindo de você. Muito pelo contrário! Me acho forte o suficiente para admitir que você é o homem que eu amo. Mas, infelizmente, eu preciso deixar que você viva a sua vida, já que dela eu não posso fazer parte. Não pense jamais que estou abrindo mão de você e do amor que sinto aqui dentro de mim. Estou apenas seguindo minha vida em uma direção contrária a sua. Até porque, acima de qualquer coisa existe Deus e, se for da vontade Dele, sei que nossas vidas ainda vão se cruzar seja qual for o caminho que hoje a gente venha a tomar.


Não é porque...

Não é porque eu escolhi a companhia do silêncio que meus sentimentos foram embora. Não é porque eu parei de dizer “Eu te amo” que o amor que sinto por você acabou. Não é porque eu parei de te procurar, que eu não penso em você todos os dias. Sentimento puro e verdadeiro não morre, não acaba. O que acaba é a força que vem lá dentro para lutar por ele. Essa sim acabou! E acabou porque cheguei ao meu limite. Minhas forças se esgotaram, embora o sentimento permaneça cada vez mais vivo e pulsante dentro de mim. E a vida... Bem, a vida segue em frente, porque é assim que deve que ser.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Forrozeiro

Cada vez mais eu concordo com esse texto. Sim, o forró é minha paixão! E esse texto... Bem, ele fala por si só.

“No dicionário nem existe a palavra FORROZEIRO. Inventou-se pra descrever aquele que gosta de forró, que freqüenta, que dança, seja bem ou seja mal, mas está presente pelo menos uma vez por semana.

Só quem é forrozeiro sabe o real significado desta palavra. São como se fossem uma raça. Os outros dizem: olhem lá, são forrozeiros, falando daquele grupo de pessoas despreocupadas com a aparência, que só pensam em se vestir de maneira que fiquem à vontade pra dançar. Nos pés, somente calçados que dêem conforto, e se não der…haaaaa, é só tirar e dançar descalço mesmo. As bolhas que virão depois nem incomodam!

Os amigos dos forrozeiros não entendem! Mas como assim você vai pro forró de novo???? Você só vai pro forró!!!! Não acredito, mas você já foi semana passada e na anterior também!!!! E você diz : então, faz muito tempo que não vou, fui na semana passada, olha que tempão esperei pra ir de novo!!

Seus pais e irmãos nem acreditam que você já vai pro forró outra vez e você começa a dizer que não vai pro forró, que vai pra outra festa, mas sua roupa não engana… eles sabem!!

Seus amigos te chamam pra ir ao teatro, cinema… e você vai, mas depois vai pro forró! Tem um aniversário, uma formatura, e você diz: ai, hoje tenho outro compromisso, mas me espera que chego no forró mais tarde. Você leva outra roupa, troca no banheiro, mas não deixa de ir! Não se sabe dizer se é vício, mas se sabe que é bom demais.

Se você está cansado, pensando em não ir, mas alguém te liga, você logo se anima, se arruma e vai! Vai até sozinho quando seus amigos não querem ir porque sabe que sempre vai encontrar alguém conhecido lá, pode até não saber o nome da pessoa, mas a considera sua amiga. Lá você esquece dos problemas, do trabalho, enfim, do mundo. E a única coisa que você quer é ouvir e dançar forró. Lá as pessoas te entendem e todos já têm uma simpatia mútua antes mesmo de se conhecerem simplesmente pelo fato de saber que o outro também é forrozeiro!

E quando você encontra outro forrozeiro em algum lugar que não seja forró… qual é o assunto predominante?? FORRÓ!
Não tem jeito, no forró você se apaixona, desapaixona, apaixona de novo. Você nem consegue pensar na possibilidade de namorar porque senão vai ter de parar de ir ao forró. Como já ouvi dizer antes: ‘E ela me disse: ou eu ou o forró… então toque xote sanfoneiro…’

Não dá pra competir com o forró. É uma coisa que pega em você e não te larga mais! Você não troca o forró por nada, pode no máximo adiar um pouco, mas trocar, jamais! Você pode passar um tempo sem ir, mas depois volta.
Dá uma saudade, uma coisa impressionante!

As pessoas de lá são simples, tranqüilas. Forrozear é uma terapia, sendo que ao invés de você pagar cinqüenta reais por uma hora de agonia, você paga dez vezes menos por 6, 7 horas de alegria. Então, vamos pro forró galera!” (Autor desconhecido)



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cinqüenta tons de cinza

Confesso que movida pela curiosidade e pala indicação de uma amiga, eu resolvi me render ao burburinho do momento: “Cinqüenta tons de cinza”. Saindo do trabalho na véspera de um feriado resolvi comprar o livro para me distrair um pouco no feriado ou, quem sabe, conseguir dormir. Leituras chatas me trazem um sono maravilhoso! Porém, para minha surpresa (ou será que não foi bem uma surpresa?), eu não consegui tirar os olhos daquela trama durante os dois dias seguintes a compra do exemplar. E, meia hora após o seu término, eu já estava na livraria em busca de “Cinqüenta tons mais escuros”. Bem, mas voltemos ao primeiro livro dessa trilogia, que ainda vai dar muito que falar.

Li e escutei muitas criticas (boas e ruins) sobre o livro. Respeito todas elas, sem sombra de dúvidas! Se nem Jesus Cristo conseguiu agradar a todos, não seria um livro que conseguiria tamanha proeza, certo? Não faço da leitura de livros uma prática constante em minha vida e muito menos sou formada em letras, literatura ou qualquer coisa do gênero para dizer se a obra é de boa qualidade ou não no âmbito mais técnico. A verdade é que o livro conseguiu prender minha atenção e isso é o que me importa. Gosto de livros assim.

Tudo bem que para uma menina, recém saída da universidade, apaixonar-se por um Deus Grego, rico, extremamente sexy e que se mostra aberto a mostrá-la um mundo até então desconhecido é a coisa mais fácil desse mundo. Somos curiosas, queremos sempre mais e o estranho, de certa forma, nos interessa (Ainda mais um estranho de olhos cinzentados). Mas, quem se importa com o obvio? O gostoso mesmo é curtir cada momento dessa louca história de amor. Sim, de amor, por mais que possa parecer o contrário. E é assim começa a história desse casal, que se conhece da maneira mais inesperada possível. Até porque, se fosse um encontro planejado durante anos e anos seria a coisa muito chata, não é mesmo?

Concordo com todas as críticas que dizem que o livro mostra cenas de sexo em demasia, porém, qual leitora não suspirou com cada orgasmo do casal? Qual leitora não pensou, ao menos uma vez, encontrar um homem cuja química seja tão forte, que um simples apertar de mãos faz com que você se contorça de prazer. Tudo bem que estamos lidando com o mundo da ficção, mas e daí? Fechar os olhos e imaginar cada uma daquelas cenas é de tirar o fôlego e não faz mal a ninguém. Muito pelo contrário, faz um bem enorme para a pele. Porém, discordo completamente quando tentam associar o livro a um livro de sexo para mulheres casadas. Se você se predispuser a ler o livro de mente aberta (minha amiga me pediu para ler o livro assim, sem preconceitos), você vai entender que o sexo é apenas um mero coadjuvante nessa história. Ok, um coadjuvante bem interessante, diga-se de passagem, mas o foco principal dessa intensa história está longe de ser ele.

Não sou adepta ao sadomasoquismo, assunto retratado de maneira bem clara no livro, que isso fique bem claro. Porém, acredito que entre quatro paredes vale tudo sim, desde que o casal esteja em comum acordo e com muita vontade, obvio. E, para isso, não se faz necessário assinar um contrato, coisa que o livro vai mostrando no decorrer de suas páginas. Não é a história de um casal pervertido e insaciável por sexo que está sendo retratada nas entrelinhas. Temos ali um homem e uma mulher, de mundos complemente opostos, aprendendo a lidar com os problemas que qualquer casal tende a passar em seus relacionamentos. E mais, além de ter que lidar com seus próprios problemas, é preciso lidar com os problemas do outro. Quem nunca teve medo de perder o ser amado? Quem nunca teve vontade de se doar por completo a pessoa que ama? Quem nunca tentou impor suas próprias regras dentro de um relacionamento na esperança de que o outro possa mudar (nem que seja um pouco)? Quem nunca sentiu aquela saudade da pessoa, a ponto de querer viajar por quilômetros só para ver aquele sorriso lindo bem diante dos seus olhos? E mais, quem nunca tentou realmente mudar seus hábitos, um tanto quanto estranhos, para que o relacionamento pudesse chegar a um meio termo?

Enfim, eu poderia fazer mil e um questionamentos aqui que levassem você a refletir a respeito de sua própria vida e do quão próxima ela pode estar com “Cinqüenta tons de cinza”. Tudo bem que me assusta um pouco ler e ouvir comentários do tipo “Eu preciso desse homem na minha vida”. Muita calma nessa hora! Na ficção tudo é lindo, mas na vida real não é bem assim que a banda toca. Ter um homem sensual, rico, com todo aquele apetite sexual e amor por você deve ser realmente maravilhoso, mas vale lembrar que esse homem é um ser humano doente. Nada deve ser levado ao extremo. Então, o negócio é deliciar-se com o livro e tentar buscar as qualidades boas em cada um dos personagens (Ninguém merece os momentos de submissão daquela menina). E, depois, partir para “Cinqüenta tons mais escuros”, pois nesse livro você poderá ver realmente aquilo que as cenas de sexo do primeiro conseguiram encobrir um pouco: um romance de verdade, um amor baunilha... Ou melhor, um amor baunilha com uma boa calda de chocolate, afinal de contas estamos lidando com o nosso "Cinquenta Tons"!

sábado, 20 de outubro de 2012

Intensamente

Quem nunca ouviu ou até mesmo disse “Você é tudo aquilo que eu sonhei pra mim”? Como já bem dizia o mestre Tim Maia... “Você é algo assim, é tudo pra mim, é como eu sonhava...”. Pois é, certas declarações de amor deixam até o mais insensível dos seres humanos com aquela gotinha de lágrima bem no cantinho dos olhos. Mas, e quando você precisa gritar bem alto que aquele ali bem na sua frente é tudo aquilo que você nunca sonhou pra você, porém, todavia, entretanto, é nos braços dele que você gostaria de estar? Se for ele, aquele ser totalmente oposto a você, que domina seus mais profundos sentimentos nesse exato momento? Eu confesso que já desisti de entender esse tal de amor, essa tal de paixão. Não há palavras e nem gestos que consigam expressar tudo que existe dentro de um coração, dentro de uma alma apaixonada. Amor de verdade não pode ser aquela coisa morninha. Amor, seja ele qual for, quando é de verdade, ele é intenso, é gostoso, trás consigo aquele friozinho, aquela tremedeira gostosa só pelo fato do ser amado estar se aproximando. Porque sentir tudo isso não é coisa de adolescente, é coisa de quem sabe amar e sabe que se entregar a um amor é uma das melhores coisas que existem nesse mundo. Por isso, não tenha jamais vergonha de amar e, como já bem dizia Lenine, “Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver, alguém que você gostaria que estivesse sempre com você”.... E, se você não puder jogar as mãos pro céu e agradecer, por não ter essa pessoa ao seu lado hoje, lembre-se que se ele tiver que voltar um dia, isso vai acontecer, mesmo que vocês sejam como a noite e o dia, como o sol e a chuva, pode ter absoluta certeza que serão felizes, como você sempre sonhou.  Porque ele pode não ser tudo o que você sempre sonhou, mas ele trás consigo tudo aquilo que você sempre quis: felicidade. Porém, se ele não voltar, a vida vai continuar e um novo amor vai ser capaz de ocupar seu coração e fazer com que você volte a viver intensamente tudo isso novamente, pois tolo é aquele que acredita que só somos capazes de amar uma única vez na vida. E esse amor de hoje, vai ficar sempre guardado dentro de você como sendo mais um momento intenso que você viveu.


domingo, 2 de setembro de 2012

Decifrando sentimentos

Concordo com todas as teorias que dizem que não somos capazes de controlar nossos sentimentos e ponto final. Aquele que diz o contrário está apenas tentando enganar a si próprio. Porém, em meio a todo esse rolo sentimental eu acredito que é muito, muito difícil decifrar um sentimento. Talvez seja exatamente por isso, que eu ainda teime em acreditar que seja sim possível mandar nos próprios sentimentos. Iludida nível máximo! 

Desde que me conheço por gente as pessoas tem a tendência a sofrerem por amor. Tudo bem que já dizia Renato Russo que se é amor verdadeiro não existe sofrimento. Ok! Mas você há de convir que isso é idealizar o amor demais, certo? Nada contra quem acredite nessa máxima, mas eu prefiro acreditar que o amor verdadeiro é feito de altos e baixos, porém de companheirismo em todos os momentos. 

Porém, ninguém gosta de sofrer, seja por amor ou por qualquer outra coisa. Você cortaria seu próprio dedo para sofrer uma dor horrorosa? A não ser que você seja muito masoquista, com certeza não fará isso. Da mesma forma, ninguém nunca busca sofrer por amor. Acontece! O grande problema é que tais sofrimentos causam traumas e traumas difíceis de serem curados. E, na minha opinião, o maior deles é o medo de amar novamente. Se entregar novamente a outra pessoa tem sido cada vez mais difícil. 

E ai, vem o que falei no inicio: é muito, muito difícil controlar os próprios sentimentos. Se aquele cara do nada te faz sentir aquele friozinho na barriga só de pegar na sua cintura, te faz ter vontade de acordar ao lado dele só pra poder ver aquele cara toda amarrotada de domingo pela manhã, eu te digo que por mais que você esteja gritando aos quatro cantos do mundo que ele é apenas uma boa companhia, ele não é somente isso. Porque sentimento não é e nem nunca será racional. O dia que for o mundo vai perder totalmente a sua graça.

domingo, 13 de maio de 2012

Cara a cara com a solidão

A solidão é algo que, particularmente, me intriga. Às vezes tenho a certeza de que sei exatamente o que ela significa. Outras vezes, me vejo como uma grande desconhecedora do assunto. Pois é, me pergunto então o que seria essa tal solidão, que tantas e tantas pessoas reclamam desde que eu me conheço por gente. 

Em busca dessa resposta, eu confesso que fui até o nosso amigo Aurélio. E ele, com toda sua inteligência, me disse que a solidão era um “isolamento”. Concordo, porém ainda não era o suficiente para me fazer entender o que isso realmente significava. Fui a textos, de autores conhecidos e desconhecidos, fui a palavras que eu mesma já escrevi a esse respeito e era como se nada e nem ninguém fosse capaz de me expressar o real significado de tal palavra. 

Tentei decifrar inúmeros ditados populares em busca desse sentido que eu tanto precisava encontrar: “Antes só do que mal acompanhado”, “Sozinho no meio da multidão”. E nenhuma maneira... Repito... Nenhuma foi capaz de me dizer o que realmente é a solidão. E como qualquer ser humano normal, eu acabei cansando de buscar a compreensão disso e decidi seguir minha vida em frente, afinal de contas se tudo nessa vida fizesse realmente sentido, acho que a nossa própria existência perderia um pouco do seu porquê. O mistério faz parte da vida. 

Porém, um belo dia estava eu sozinha em casa e com vontade de assistir a um filme. Quem me conhece sabe que sou uma adoradora nata de cinema. Acho que eu e ele temos um caso secreto, que agora não é mais secreto. Parti então em busca de um momento de tranquilidade e que sempre me fez muito bem. Comprei a minha entrada, o meu nachos (mais um vício na minha vida), pois comer pipoca já se tornou algo sem graça nesses eventos, e sentei bem no meio daquela imensa sala de cinema. Eu queria ter a melhor visão daquele filme que tantas e tantas pessoas estavam falando que era o melhor de todos os tempos. 

Mas, naquele momento eu senti algo diferente. Eu, pela primeira vez, olhei para mim mesma e, independente de estar rodeada de várias pessoas que acham a coisa mais estranha do mundo uma pessoa ir sozinha ao cinema, eu senti um aperto no peito que, até então, eu nunca havia sentido. Era a coisa mais natural do mundo, para mim, ir ao cinema ou a qualquer evento que seja sozinha. E eu me questionei: “Por que estou me sentindo assim, estranha, somente por estar aqui, comendo nachos e assistindo a um filme sozinha, se isso sempre foi algo natural para mim?”. 

E foi nessa hora, exatamente nesse momento, que eu pude finalmente ter a resposta que eu tanto procurava e não conseguia encontrar: eu estava me sentindo estranha, pois, pela primeira vez, eu havia perdido a companhia mais importante desse mundo, depois de Deus, para minha vida: eu mesma! E ai, eu pude entender e complementar a palavra que Aurélio havia me dito bem no inicio da minha busca... Solidão é "isolamento”.... De você mesma!.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Maturidade: anestesia para algumas dores?

É fato que não se pode fazer uma operação, de coração, sem que o paciente tome uma boa dose de anestesia. Imagine te rasgar dos pés a cabeça a sangue frio, como costumam dizer. Contra fatos não há argumentos. Isso dói demais e ponto final. Porém, e quando não estamos tratando de uma dor física, mas sim de uma dor da alma? É possível encontrar uma “anestesia” que reduza ou até mesmo elimine essa dor que tanto nos incomoda? As pessoas costumam dizer que nada melhor que o fator tempo. Que ele faz com que a pessoa torne-se calejada e isso acaba reduzindo e até mesmo eliminando essa tal dor. Que ele trás a maturidade e esta é a anestesia para dores da alma. Pois bem, quem sou eu para ir contra tal posição, porém ela não é a que eu carrego comigo. Acredito que a maturidade, na vida principalmente de uma mulher, é muito importante, porém ela não evita que as tais dores da alma sejam sentidas. Muito pelo contrário, talvez a dor, a cada nova investida em nossas vidas, seja sentida de maneira mais forte do que nunca. A grande diferença, e a isso eu atribuo a tal maturidade, é a forma como se encara essa dor. Uma pessoa madura encara a dor de cabeça erguida e não deixa que ela a derrube. Porque ela é muito mais forte do que qualquer dor que possa lhe atingir. Já uma pessoa, não tão madura assim, vai achar que o próprio mundo acabou e que, daqui pra frente, não há mais nada a fazer. Diferente do ser humano maduro, que vai carregar e sentir tais dores na mesma intensidade que qualquer outra pessoa, porém, irá levantar a cabeça e ter a certeza de que, cedo ou tarde, essa dor vai passar e ela estará temporariamente curada. Sim, eu disse temporariamente, pois inocente é aquele que acredita que, depois da ultima queda, você se torna imune a qualquer outra dor que possa querer entrar em sua vida. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Porque eu sou uma ótima companhia

Definitivamente, o que mais tenho escutado ultimamente em relação a minha pessoa é a seguinte frase... Dois pontos e abre aspas... “Você é louca!”... Ah! E com ponto de exclamação no final. Parece até um complô de todos os meus amigos, que resolveram se unir em prol dessa causa. E confesso que, de tanto falarem, estou começando a achar que eu realmente devo ser louca. Ou então, uma aspirante a isso. Bem, antes ser uma louca que sabe o que quer da vida, do que uma centrada que está mais perdida do que cego em tiroteio. E em relação a isso eu não tenho a menor dúvida de que eu quero ser feliz. Sabe, o grande mal do ser humano é julgar as pessoas por tudo. Se você se torna uma pessoa independe, que vai onde quiser e na hora que bem entender sozinha, te julgam como egoísta. Agora, se você fica trancada dentro de casa, pelo simples fato dos seus amigos estarem ocupados demais para saírem com você, então você é uma pessoa dependente demais dos outros. Independente da nossa postura, a verdade é que nascemos para ser julgados. Cabe a nós aceitar isso ou simplesmente ignorar e seguir nossa vida em frente. Eu digo a quem quiser que eu não fico dentro de casa por falta de uma companhia, pois, no decorrer de todo esse tempo, eu descobri uma coisa muito importante e que todos nós deveríamos saber: porque a melhor companhia para você, além do Cara lá de cima, é nada mais, nada menos do que VOCÊ! Então, se quer ir ao teatro, ao cinema ou aquele restaurante que você tanto sonha em experimentar o sabor dos pratos e não tem companhia, levante a cabeça e siga em frente sem medo de ser feliz e de ser julgada. Pois amanhã, com absoluta certeza, você terá um grande orgulho de você mesma. Porque isso... Bem, isso é ser uma mulher poderosa, no melhor sentido que essa palavra pode ter.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Começo, meio e… e o que mesmo?

O inicio de um relacionamento é sempre muito bom. Ele trás consigo aquele frio na barriga que sentimos somente por saber que aquele ser tão desejado está se aproximando. Ou então, aquela saudade que bate no meio do dia e nos faz cometer loucuras insanas, mas muito gostosas. Depois, vem à calmaria do meio. Aquela sensação de tranquilidade e a certeza de que realmente encontramos a pessoa certa. Porém, essa pessoa tão legal pode ter prazo de validade sim. Porque, sou adepta a teoria do “que seja eterno enquanto dure”. E ai, eu me pergunto: onde fica o fim dessa história? 

Quanto mais eu tento entender a cabeça do ser humano, mais confusa ele consegue me deixar. Definitivamente, não faz sentido alguém que, até dias atrás demonstrava ter a maior consideração por você, não ter a dignidade de colocar um ponto final a história que vocês estavam construindo. Bem, pelo menos você estava. O outro, eu já não sei o que dizer. Se o homem encontra coragem, não sei em que lugar, para chegar a uma mulher e conquistar o coração dela, por que lhe falta para ser sincero e dizer que se chegou ao fim da caminhada? 

Sei que esse texto está repleto de perguntas. Pois é, talvez seja justamente porque eu não consigo encontrar uma justificativa que seja para o fato de um homem não ter a postura de terminar o seu relacionamento de maneira descente, que é olhando nos olhos da mulher e usando uma das coisas que mais admiro em uma pessoa: a sinceridade. Ninguém é obrigado a ficar com ninguém e isso eu quero que fique bem claro. Mas somos obrigados sim a ter respeito uns pelos outros e isso se reflete em nossas atitudes. 

Terminar um relacionamento, por mais breve que ele tenha sido, por e-mail, telefone ou até mesmo através de uma mensagem enviada por um pombo correio é um enorme desrespeito com aquela mulher que você soube, de alguma maneira, cativar. Porque, como bem diz um velho ditado “você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas”. Então, meu caro amigo, se você se deu ao trabalho de conquistar o coração de uma mulher, se dê ao respeito de dar a esse coração um fim digno de tudo aquilo que você cativou. Fica a dica!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Para refletir

Não sou muito fã de postar textos aqui que não sejam os meus. Gosto de usar esse meu cantinho para expressar o que eu sinto, o que eu vejo, o que eu vivo, mas com as minhas palavras. Porém, em alguns momentos eu abro uma exceção e hoje faço isso, pois a autora desse belo texto que segue abaixo conseguiu, de maneira brilhante, expressar em poucas palavras aquilo que eu talvez esteja há anos tentando dizer. Fica então a dica de uma ótima leitura. Aquela que devemos parar por uns instantes para simplesmente.... Refletir!


"Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim." (Clarissa Corrêa)

Sonhar não custa nada...

E passada a euforia chamada “Carnaval” é chegada a hora de finalmente dar o ponta pé inicial no novo ano. Porque, definitivamente, engana-se quem acredita que o ano começa no dia primeiro de janeiro, após aquela linda queima de fogos na praia de Copacabana. O que se tem naquele momento é a contagem regressiva para uma das maiores festas populares do Brasil: o carnaval!  As pessoas costuma associar o carnaval a libertinagem. Não que eu esteja aqui para defender tal festa, mas há dois anos venho realmente curtindo esse feriado e não tenho visto, pelo menos nas ruas do Rio de Janeiro, uma comprovação dessa teoria. Claro que um ou outro vai sim aproveitar esse momento para extravasar e fazer tudo aquilo que faz o ano inteiro sem peso na consciência. O que mais tenho notado é que grande maioria das pessoas usam esse momento como forma de ser feliz. Porque o clima é gostoso, é clima de festa! E foi assim que eu posso dizer que passei esses últimos dias. Coloquei meus problemas para hibernar por uns dias e fui em busca de momentos felizes, que me dessem um pouco de força para começar bem o meu ano. Meus problemas não acabaram, continuam ali paradinhos no mesmo lugar, mas eu agradeço ao CARNAVAL por ter recarregado as minhas baterias para enfrentar tudo que ainda tenho pela frente. Pode ter sido uma alegria momentânea, mas valeu cada segundo que eu simplesmente esvazie a minha alma e não pensei em nada que não fosse cantar e gritar bem alto para que eu mesma pudesse escutar:  “Sonhar não custa nada e meu sonho é tão real...” 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quando o inesperado invade a sua casa

Se pararmos para observarmos o ser humano, é fácil de notar que ele sempre quer ser o senhor da razão, em praticamente tudo que diz respeito a sua vida. Criamos certas imposições a nós mesmos e, ao final, temos a falsa certeza de que nós é quem ditamos as regras da nossa vida, as leis do nosso coração. O problema é quando algo não saí conforme o nosso planejado. Exceções à regra costumam incomodar bastante.

Quem nunca se deparou com aquela pessoa que, após levar muitas rasteiras da vida, determina que daquele momento em diante seu coração ficará fechado para qualquer ser estranho que nele queira adentrar? Mas, de repente, como num simples passe de mágica, essa realidade imposta vai por água abaixo. Pois é, o tal ser estranho consegue transpor essa barreira e se instaura de mala e cuia dentro daquele coração, até então inabitado. 

Em um primeiro momento a sensação é de negação. Não é fácil aceitar que alguém foi capaz de quebrar as regras estabelecidas por você. Em seguida, a ficha começa a cair e você compreende que aquele invasor é alguém que conseguiu despertar um sentimento que você mesma pensou que fosse capaz de evitar. Pois é, nem tudo ocorre conforme o planejado. 

E ai, a partir de então, com a queda da sua verdade absoluta, lhe resta apenas assumir pra você mesma que, novamente, o amor bateu a sua porta. Algumas pessoas acreditam que amamos apenas uma única vez na vida. Eu prefiro pensar de maneira um pouco diferente: amamos várias vezes, porém cada qual de um jeito único. Por isso, não tente classificar o amor que está surgindo em sua vida nesse momento como sendo maior ou menor do que aquele que você já viveu ou daquele que você, um dia, poderá vir a viver. Simplesmente viva-o, de maneira única e plena. 

E se com o passar do tempo você perceber que esse invasor não nutre por você o mesmo sentimento despertado por ele dentro de você, também não se sinta inferiorizada por isso e muito menos pense que isso não é amor. Porque amar não é exigir que o outro sinta o mesmo que você, mas sim aceitar que você ama e ponto final. É desejar, acima de qualquer coisa, que aquele pequeno ser invasor do seu coração seja feliz, mesmo que para isso ele não esteja fisicamente ao seu lado. É ter a certeza de que ele surgiu em sua vida com algum propósito e usá-lo como forma de crescimento. Afinal de contas, ninguém sabe o dia de amanhã: se hoje ele invadiu a sua casa, quem sabe amanhã não seja o dia você transpor as barreiras da casa dele?

sábado, 14 de janeiro de 2012

A arte da conquista

Tentar entender o relacionamento entre homens e mulheres é um grande desafio. Embora não exista um padrão a ser estabelecido nesse caso, o grande problema é que na grande maioria das vezes tentam-se trazer regras, já vividas em outros relacionamentos, para casos atuais. É aquela famosa dica da amiga que diz “Dê ao seu paquera uma cuequinha de elefantinho que ele vai te pedir em namoro na mesma hora. Foi assim com o meu, amiga!”. Pois bem, pode até ter dado certo no caso dela, mas você arriscaria dar um presente desses ao seu atual paquera? 

Como já bem dizia Lulu Santos... “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”. Não adianta a gente querer reunir dicas de milhares de fontes para conseguir a atenção daquele que hoje se tornou nosso sonho de consumo. Porque na prática tudo é lindo e maravilho, mas na teoria nem sempre dá certo. Eu considero a fase da conquista a mais importante de um relacionamento. Se ela começar errado, com mentiras, a probabilidade de tudo desandar antes mesmo que você imagine é extremamente alta. 

Sou uma grande observadora e tenho percebido que no primeiro encontro com um rapaz as meninas tem o péssimo hábito de ser a mais certinha, a mais comportadinha, a mais boazinha e todos os “inhas” que você pode imaginar. Tenho que concordar que isso encanta até o mais safado dos homens, porém ninguém... repito novamente, ninguém é capaz de manter um status falso por muito tempo. E ai, a menina boazinha por quem ele se encantou revela-se a chatinha que ele, em questão de segundos, dispensará. E ai minha cara amiga, a cena clássica é a garota chorando horrores e se perguntando o que ela fez de errado. Pois bem, será que “enganar” seria uma boa resposta a essa pergunta? 

Quem me conhece sabe que sou uma grande palhaça. Claro que não coloco um nariz vermelho em forma de bola e saio por ai tentando chamar a atenção das pessoas, como se eu estivesse em pleno picadeiro. Mas eu gosto de ser descontraída, de falar uma bobeira, de ser, simplesmente, eu mesma. Certa vez eu contei para umas amigas que no primeiro encontro com um rapaz eu comi horrores. Elas ficaram escandalizadas com isso, dizendo que é feio comer muito na frente de um paquera. Na mesma hora eu disse a elas que arrumar um paquera seria então uma ótima maneira delas iniciarem um bom regime. 

Pois bem, o que então eu quero dizer com tudo isso? Que, pra mim, a fase da conquista tem que ser vivida da maneira mais clara e limpa possível, assim como todo o relacionamento, obvio! Mentir é como colocar uma roupa furada a venda e tentar, de alguma forma, esconder esse defeito de quem irá comprar. Quem tiver que gostar de você, deve ser conquistado com você mostrando quem realmente é e não quem ele gostaria que você fosse. Seja, simplesmente, você mesma. Não coloque uma máscara no rosto e colha os frutos de uma conquista realmente inesquecível! Porque a arte da conquista deve ser única, intransferível e autentica!