Sejam bem vindos...

Se você chegou até aqui é porque algum motivo teve para isso... seja qual for esse motivo, fico feliz de ter você comigo nesse meu cantinho.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

A dificil tarefa de viver a dois

Viver em sociedade é difícil. Viver a dois é muito mais. Às vezes me questiono quando essa dificuldade teve seu inicio. Conversas com pessoas de mais idade, nos mostra que essa mudança não é tão antiga quanto parece. É comum sua a mãe ou aquele tia que adora conversar dizer que, na época delas, namorar, casar era apenas uma questão de tempo. Tudo bem que muitas das vezes eram relacionamentos arranjados, em que o homem escolhia a sua esposa. Pois bem, arranjados ou não, existia algo que hoje não se vê mais: o interesse em estar ao lado do outro.

Em contrapartida, hoje em dia, ao sentamos para batermos papo em uma rodinha de amigas, o primeiro conselho que escutamos quando estamos conhecendo alguém é de que não podemos criar expectativas. É o famoso deixar acontecer naturalmente e, durante esse período critico, ignore, finja que não está nem ai para nada. De maneira alguma é permitido demonstrar que você está gostando. Erro gravíssimo! É preciso ser fria, é preciso mostrar o que você não quer para, quem sabe, ter aquilo que você deseja.

É uma total inversão de valores. Antes a mulher precisava mostrar que estava interessada, por mais que não estivesse por conta de relacionamentos quase que impostos, para que o seu parceiro ficasse tranquilo. Hoje não! Hoje é preciso mostrar que você ama a liberdade, que você está afim, apenas, de uma boa noite de sexo, para que o cara fique tranquilo e, quem sabe, comece a se interessar, finalmente, por você. Para que ele queira estar ao seu lado.

É preciso pisar em ovos, o tempo todo. Pensar um milhão de vezes antes de dizer um simples: "Ei, eu gostaria de te conhecer um pouco melhor". Porque uma frase, uma palavra dita fora do padrão estabelecido faz com que você coloque em dúvida a sua postura de mulher bem resolvida e nada disposta a se entregar para o outro.

domingo, 1 de novembro de 2015

Caminhos cruzados

Definitivamente, eu não acredito em destino. O tal "acaso" é apenas algo que o ser humano inventou para justificar as suas escolhas. Eu não cruzei com você, naquela noite, porque o destino, finalmente, resolveu que aquele era o momento em que seriamos apresentados (ou reapresentados) um ao outro. Se nossas vidas se cruzaram foi porque tanto eu quanto você escolhemos estar ali naquele momento. 

Todos nós somos responsáveis pelas escolhas das nossas vidas. Quer dizer, quase todas! Porque nem o poderoso livre arbítrio é capaz de determinar os nossos sentimentos. Tudo bem, eu não escolhi gostar de você, mas eu escolhi todo o restante que envolveu as nossas vidas. Eu escolhi me entregar aquele momento, eu escolhi me recolher quando bateu medo, eu escolhi encarar o medo e me entregar aos sentimentos que explodiam dentro de mim. E ai, diante de tantas escolhas, chegou uma hora em que eu escolhi seguir minha vida sem você. 

Mas, independentemente de todas as escolhas que nos envolveram (que fique claro que você também fez as suas escolhas), o sentimento que nasceu (ou renasceu) naquele momento em que nossas vidas se cruzaram, continua pulsando da mesma forma que pulsou na primeira vez em que meu olhar cruzou com o seu. Porque esse, bem, esse eu não consigo dominar!!

domingo, 8 de março de 2015

Balão da saudade

Eu confesso que não sabia o que era saudade até a tal de distância me fazer sentir na pele exatamente o que ela significa. E digo que não achei a menor graça em conhecê-la. Ela é chata, incomoda e ainda esfrega na nossa cara que quem manda na situação é ela. É como se ela soubesse exatamente qual o nosso ponto fraco e cutucasse bem lá no fundinho da ferida. E a ferida? Bem, e a feriada é essa distância que hoje nos separa.

Dizem por ai que o bom da saudade é poder matá-la. Que é poder mostrar pra a saudade que quem manda na situação, naquele momento, somos nós. Vejo a saudade como um balão de gás. É... Um balão de gás que vai enchendo aos poucos, a cada falta que a saudade nos faz sentir, a cada sorriso não dado, a cada beijo não recebido, a cada sopro de tristeza que bate lá no fundo dos nossos corações. E tudo isso dura até que o balão exploda por não suportar tamanha pressão de saudade.

Pois é, hoje eu não vejo a hora do meu balão da saudade chegar ao limite e explodir, para que eu possa, finalmente, matar essa imensa vontade que eu sinto de estar novamente junto de você. De poder, simplesmente, olhar dentro dos seus olhos e te dar um abraço bem apertado. De poder te beijar sem ter hora para parar. De poder dar risadas junto com você, como duas pessoas que só querem ser felizes. De poder, mais uma vez, dormir nos seus braços sem me preocupar com o dia seguinte. Porque quando estamos juntos os momentos se tornam eternos!

quinta-feira, 5 de março de 2015

De repente, você!

E ai, do nada, quando você menos espera e quando você, definitivamente, não está mais procurando, aquilo que você gastou um bom tempo da sua vida a buscar caí de paraquedas bem na sua frente. Pois é, a vida é assim! As coisas não surgem quando nós queremos, mas sim quando nós estamos finalmente prontas para recebê-las.

Talvez, quem sabe, o simples fato de eu não estar me importando com nada além de estar bem comigo mesma naquele momento, fez com que você se aproximasse de mim. Porque foi exatamente assim que você surgiu, do nada, numa noite em que a única coisa que me importava era dançar forró no clima gostoso de um lugar simplesmente paradisíaco. E ao seu lado, naquela noite, eu me permiti viver sem me preocupar com o que aconteceria no dia seguinte. 

E no dia seguinte, para minha surpresa, você estava lá ao meu lado. E nos próximos dias que se seguiram você também estava lá, junto de mim. Era uma presença maravilhosa para quem já estava tão acostumada com a ausência. Cada momento junto, cada frase dita e cada olhar trocado, porque às vezes as palavras tornavam-se desnecessárias, tornaram nossos dias mágicos. Definitivamente, se aquilo era um sonho eu não queria nunca mais acordar.

Sei que tudo isso pode ser fantasioso, mas pouco me importa porque só eu sei o quanto tudo isso me fez bem e ainda me faz. O quanto tudo isso me trouxe de volta o brilho no olhar que há muito tempo eu havia perdido. O quanto tudo isso me trouxe de volta o sentimento de esperança  no amor, perdido há muito tempo atrás. O quanto tudo isso fez com que eu voltasse a me olhar no espelho e me sentisse mulher novamente, como há muito tempo eu não me sentia. Uma mulher que estava, finalmente, se encontrando com ela mesma e com todas as maravilhas que ela havia escondido por de trás de um triste olhar.

Hoje eu digo que eu não sei o que será do dia de amanhã. Apenas sei que a vida nos reserva coisas que a gente até duvida e que essas coisas só acontecem na hora em que precisam acontecer. E sei também que para Deus nada é impossível, nem mesmo a distância que hoje nos separa. A única certeza que eu tenho é de que você me  fez uma mulher muito feliz nos dias em juntos pudemos estar. É continua me fazendo feliz, mesmo com com essa distância que hoje nos separa. E só por que nós vivemos, eu já posso me considerar um ser humano que viveu a plenitude de um momento inesquecível a dois.

(Texto dedicado a uma pessoa muito especial. Agradeço a Deus todos os dias por ter feito essa pessoa cruzar meu caminho)


domingo, 19 de outubro de 2014

Refletindo sobre a vida...

Certa vez eu li a seguinte frase “Feliz não é aquele que tem muito, mas sim aquele que valoriza tudo o que tem” e hoje, depois de um tempo, eu me pego pensando nela e no que é realmente ser feliz. Sei que já falei sobre esse assunto várias vezes, mas e daí? Quero voltar a falar sobre ele. Talvez, justamente, por não ser algo bem resolvido na minha vida.

Se alguém me perguntar hoje se eu sou feliz, provavelmente eu vou dizer “Podemos pular para a próxima pergunta?”. E não é pular porque eu não saiba responder. É pular porque eu não quero responder. Ou então, talvez, quem sabe, eu solicite ajuda aos universitários. Quer dizer, pensando bem essa não é a melhor opção, porque a nossa vida vai sempre parecer “perfeita” aos olhos de quem não está vivendo-a.

Parece que nós, seres humanos, estamos fadados a sempre desejarmos aquilo que não temos. Se aquilo que nos falta é realmente importante para sermos felizes, acredito que essa seja uma análise que cada um de nós precisamos fazer sobre as nossas vidas. Porque, o vizinho jamais vai dar importância aquilo que nos falta, aquilo que nos incomoda. E não pense que é porque ele está sendo hipócrita. Não! Nada disso! É porque aquilo que lhe falta ele, talvez, tenha de sobra. Ou então, talvez, não seja um fardo para ele. Vamos a alguns exemplos práticos:

- Se você tem uma família estruturada, unida, jamais saberá o que é sentir falta do abraço de um pai e de uma mãe nas horas difíceis.

- Se você tem amigos para sair, para se divertir, jamais saberá o quão difícil é encarar o fato de que você não tem companhia para assistir aquela peça de teatro que você está louca para ver, mas que não consegue ir sozinha.

- Se você tem um trabalho que lhe proporcione uma vida razoavelmente estável, jamais saberá o quão frustrante é passar em frente a uma loja e não poder comprar uma roupa nova porque precisa guardar o dinheiro para o jantar do dia seguinte.

- Se você tem um relacionamento estilo conto de fadas. Tudo bem, não vamos exagerar tanto. Mas, se você tem um relacionamento a base do amor, do companheirismo, jamais saberá entender a solidão daquele que hoje se encontra sozinho.

Porque é fácil para nós dizermos que o outro deve levantar a cabeça e valorizar tudo de bom que a vida lhe ofereceu e esquecer aquele pontinho falho que tanto lhe incomoda. Na maioria das vezes falamos isso porque queremos ver aquela pessoa bem e feliz com as maravilhas que ela possuí. Mas, podem acreditar que não é fácil. Porque é muito difícil lidar com aquilo que tanto nos incomoda. Que nos faz tanta falta. Que dói lá no fundinho da nossa alma. Costumo dizer que isso é aquela ferida que teima em se abrir, de vez em quando. E o fato de não sabermos lidar com isso não significa que somos fracos. Significa apenas que somos seres humanos, de carne e osso, e que determinadas faltas em nossas vidas é um fardo pesado apenas para nós, que estamos carregando aquele peso.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Porque no começo tudo são flores

Inicio de relacionamento é tudo lindo. É amor pra cá, amor pra lá. É tanto amor que você chega a se perguntar como isso é possível. Mas, para que explicar um sentimento tão bonito quanto o amor, não é mesmo? Ele é lindo e ponto final. Mas, e quando as coisas não ocorrem conforme o esperado? E quando o inicio não é bem como um jardim florido em plena primavera? Será que podemos dizer que alguns relacionamentos, só pra contrariar, preferem começar em pleno inverno?

Eu poderia dizer que é culpa dessas variações climáticas loucas que surgem do nada. É sol de verão em pleno inferno, flores caindo em meio ao verão. Ou então, quem sabe, seja culpa do inferno astral. Quem mandou começar um relacionamento em um período em que nada funciona direito? Mas, tudo isso são apenas meras desculpas para algo que, confesso, ainda não ter encontrado uma explicação que pudesse, de alguma forma, me convencer. E essa falta de explicações me remetem a outros questionamentos: tudo deve ser, realmente, flores no começo? Como pode tudo ser tão perfeito entre duas pessoas que sequer se conhecem direito? Estariam tais pessoas enganando a si próprias com tamanha perfeição?

Enfim, eu poderia escrever páginas e mais páginas em busca de uma justificativa para essa questão. Mas, de nada adiantaria, pois justificável ou não, a verdade é que somente o tempo para dizer se as flores do inicio de um relacionamento em plena primavera vão permanecer em outras estações ou se o frio do inverno vai ser capaz de fazer germinar belas flores de primavera.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Prazo de validade

Será que a maioria dos relacionamentos estão fadados a terem um prazo de validade estabelecido? E digo mais, será que esse prazo de validade está a cada dia que passa menor? E o “eles foram felizes para sempre” que passei a vida toda escutando por ai? Será que realmente fui enganada durante todo esse tempo ao acreditar que as pessoas podem sim construírem uma vida duradoura e feliz juntos?

O que mais vejo por ai são pessoas com medo de se relacionarem. Pessoas que acreditam que não vale mais a pena começar algo que elas sabem que logo vai acabar. E eu detesto admitir isso, mas na maioria dos casos acaba mesmo, viu! Parece até que esse pessoal tem uma bola de cristal pendurada no pescoço. E aqueles que não acabam rápido é porque nem sequer tiveram a chance de começar. E ai eu paro e me questiono: até onde esse medo de amar do ser humano vai nos levar?

Eu admito que sempre fui muito sonhadora. Quando meu coração batia mais forte eu não pensava duas vezes em me entregar para aquele amor, para aquela paixão. E eu não me importava com nada, porque eu simplesmente acreditava que dessa vez, finalmente, seria para sempre. Pois bem, não preciso nem dizer que na maioria das vezes eu me enganei. Se eu não havia me preocupado com o prazo de validade estabelecido para as relações atuais, o meu parceiro parecia ter levado isso bem ao pé da letra. E ai, quando eu menos esperava, todo aquele sonho acabava.

Depois de tantos e tantos prazos de validade vencidos, eu olho pra mim mesma e me vejo como uma daquelas pessoas com medo de recomeçar. Aquele tipo de pessoa que eu nunca quis me tornar. Me vejo como um ser humano que luta contra si mesmo todos os dias para não se deixar envolver por ninguém. E assumo que essa é uma das lutas mais difíceis a serem enfrentadas, porque o sentimento é um inimigo traiçoeiro, chega de mansinho e quando a gente se dá conta já está a ponto de nos dominar por completo.

E diante dessa situação o que acontece é que, de duas uma: ou sou vencida nessa luta árdua contra meus próprios sentimentos e acabo me entregando. E, ao me entregar, me torno um ser humano com medo de ser derrubada, novamente, pelo maldito prazo de validade. Ou então, venço essa luta contra meus sentimentos e não me entrego, mas olho pra mim mesma, frustrada, e pergunto todos os dias se tudo teria realmente terminado como num piscar de olhos, ao final do doloroso prazo de validade caso eu tivesse, pelo menos, tentado? E, sinceramente, não sei o que é pior: tentar e ser novamente vencida pelo prazo de validade ou não tentar e jamais saber o que poderia ter acontecido.

domingo, 8 de junho de 2014

Recomeçar

Quantas vezes precisaremos recomeçar ao longo de nossas vidas? Sinceramente, eu não sei e não me importa saber. O importante para mim é ter a certeza de que, algumas vezes, recomeçar é preciso. Talvez, a vida seja como um círculo e cada história de nossa vida representa uma volta nesse círculo. Às vezes, essa volta é rápida. Outras, nem tão rápida assim. Mas, para começar uma nova volta é preciso, primeiro, encerrar a anterior. Até porque, matematicamente falando, o começo e o fim de uma circunferência são, praticamente, o mesmo ponto.

Encerrar um ciclo, quem sabe, seja uma das decisões mais difíceis de serem tomadas. Somos apegados a tudo aquilo que nos rodeia e, acima de tudo, temos a esperança de que, cedo ou tarde, aquele ciclo vai dar certo e será, finalmente, o ultimo de nossas vidas. Acho, mas só acho, que essa definição de último não nos cabe. Jamais saberemos ou teremos a certeza de que chegamos ao último ciclo de nossas vidas. Por isso, eu acredito que temos que nos permitir viver cada etapa de nossas vidas da melhor maneira, aproveitando, sempre, o melhor de cada uma delas. E, se detectamos algo errado, talvez, seja esse o sinal de que é a hora de reiniciarmos!

Recomeçar não é apagar tudo o que está se deixando para trás. Muito pelo contrário! É deixar tudo guardado em um cantinho bem especial dentro de nós mesmos, quando essa recordação vale a pena, claro! Até porque, esquecer é para quem sofre de amnésia e esse não é o caso da maioria das pessoas. Recomeçar é ir em busca de uma nova história de vida. Recomeçar é a ter certeza de que, daqui pra frente, novos ventos irão soprar a nosso favor.

sábado, 3 de maio de 2014

Eu desisto!

Eu nunca pensei que eu fosse falar isso um dia, mas eu desisto de você. Certa vez, eu escrevi que é muito mais difícil desistir de um amor do que lutar por ele. E hoje, estou sentindo na pele o quanto isso é realmente doloroso. Ir contra os nossos próprios sentimentos é como se a gente estivesse enfiando uma faca no próprio peito. E isso dói, dói muito, viu! Amor, amor de verdade não acaba nunca, por mais que a gente abra mão dele, por mais que ele nunca consiga ser transformado em uma bela história com final feliz, igual aquelas de contos de fadas. Porque amor se transforma, mas jamais deixa de existir.

Se é verdade ou não, eu não sei dizer. Mas, eu acredito que podemos sim viver muitas e muitas vidas. Construir muitas e muitas histórias ao longo das nossas passagens por esse mundo em que vivemos. E eu sinto que nessa vida a gente não veio ao mundo para construirmos a nossa história. Ou, pelo menos, não estamos aqui para construirmos uma longa história juntos. Ainda assim, tivemos a oportunidade de estarmos juntos. Porque não seria justo passar por essa vida sem, ao menos, cruzar com você. Como você mesmo me disse quando nos despedimos pela primeira vez: "Foi muito bom encontrar você!".

Eu admito que tenho ciúme do mundo! E sabe por que? Porque o mundo tem aquilo que eu mais gostaria de ter: você! Porque é como se eu tivesse perdendo você para o mundo. Existem pessoas que nascem para o mundo e, nessa vida, você é uma delas. O mundo é sua casa e você pertence à ele. Vejo você como um pássaro de olhos brilhantes e canto atraente. Um pássaro que leva alegria a todos aos seu redor. Um pássaro que carrega consigo a verdadeira chama da liberdade. E é por isso que ninguém jamais poderá tirar você do seu habitat natural, que é esse mundão afora.

Por isso, eu optei por seguir minha vida e viver em um pequeno pedaço desse mundo enorme que hoje você vive...sem você! Quero poder sempre lembrar de você, mas não quero mais pensar em você. Porque se eu penso, eu sofro por saber que você está, sabe-se lá em que lugar desse mundo, distante de mim. Mas, se eu apenas me permito lembrar, eu trago sempre comigo os momentos únicos e especiais que somente você foi capaz de me proporcionar. Porque, independentemente de estarmos juntos ou não, nessa vida, eu sei que algo muito maior ainda nos espera, em outras vidas, quem sabe. Mas, nessa vida... Nessa, eu desisto de ter você pela metade!


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Momentos marcantes ficam para sempre

Ele não é bonito. Na verdade, ele não é muito bonito. Ah! Quer saber de uma coisa? Não me importa se ele é bonito ou não para o resto do mundo. Na verdade, até acho melhor que ele não seja mesmo bonito pra todos vocês. Porque, aos meus olhos, ele é o homem mais lindo desse mundo e ponto final!
Ele é baixinho? Encaixa direitinho na minha altura. Ele ronca? Para isso existem protetores auriculares ótimos e que proporcionam ótimas noites de sono. Ele, de vez em quando, aparece com aquele humor do cão? Tenho várias caixas de maracujina armazenadas em lugares estratégicos.
Seu sorriso? Pode não ser o mais encantador que já vi, mas é o sorriso que faz meu coração pulsar forte quando vejo. Seu toque? Não é macio como um veludo, mas consegue me esquentar e me deixar molinha, de uma forma que é melhor a gente mudar de assunto.
Por isso, que busco transformar os poucos minutos que passo ao seu lado em momentos eternos. Pode ser pouco? É, talvez seja realmente pouco. Mas, é como se esses pequenos momentos valessem por uma vida inteira. Até porque, eu ainda prefiro ter poucos momentos marcantes na memória do que um monte de momentos imperceptíveis.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Amores de outras vidas ou simplesmente amores?

Às vezes me pergunto se essa historia de amores de outras vidas realmente é verdade ou se isso é mais uma lenda que criamos para justificarmos certas situações vividas por nós. Admito que essa questão é uma grande incógnita para mim, ainda mais nos dias de hoje.

Não nego que o que sinto por você é diferente de tudo que já senti em toda a minha vida por outros homens. Como se eu tivesse muitas histórias de amor para contar, não é mesmo? Enfim, continuando, eu sei que o amor que sinto por você é único, incomparável e surpreendentemente grande. Porém, não seria tudo isso um exagero da minha parte? Um drama de uma mulher apaixonada? Ou tal sentimento pode ter sim uma explicação além do que eu mesma possa imaginar?

Jamais vou esquecer do dia em que você entrou em minha vida. Naquele momento eu havia desejado muito que a solidão que morava dentro de mim fosse embora. Pedi, com toda força do meu coração, que meu coração fosse preenchido com amor. Amor de verdade!!

E aí, naquela noite, surgiu você. Um homem complicado e perfeitinho, que me encantou de tal forma que eu não pude resistir. Admito que num primeiro momento eu tentei, e como tentei, lutar contra esse sentimento. Afinal de contas, era um sentimento avassalador e diferente de tudo que sempre sonhei. Porém, fui vencida pelo cansaço. Ou melhor, fui vencida pelo sentimento verdadeiro que brotou dentro de mim.

Será que é amor de outras vidas? Será que é, finalmente, amor de verdade? Será que um dia esse sentimento todo vai acabar? Será que existe, realmente, uma explicação para tamanho sentimento? Sinceramente, não sei responder a nenhuma dessas perguntas. Porém, sei que te amo de verdade. Que te amo como eu nunca amei outro homem em toda minha vida. E admito que ainda mora aqui dentro de mim a esperança de que um dia eu poderei, finalmente, escrever no final desse livro..."E eles viveram felizes para sempre"

terça-feira, 1 de abril de 2014

Ontem, hoje e amanhã

Pessoas apaixonadas tendem a ser dramáticas, fato! Porém, será que existe um limite entre o drama e a realidade? Pois bem, pra começar eu não acredito na máxima que diz que se é amor de verdade, então não há sofrimento. Na minha humilde opinião, isso é utopia. É como se eu acreditasse que o mundo em que vivemos fosse perfeito. E se o mundo não é perfeito, por que o amor, fruto desse mundo, deveria ser?

Amar alguém é uma tarefa muito difícil. Relacionamento a dois é complicado e ponto final! É preciso amar as qualidades, mas também os defeitos. É preciso entender que nem todos os dias o outro vai estar disposto a demonstrar que morre de amores por você. Pode ser que amanhã, ele acorde e simplesmente não esteja afim de lhe presentear com um buquê de rosas, conforme você sonhou que aconteceria, na noite anterior. Porém, isso não significa que o amor acabou. Apenas, que ele não é prioridade naquele momento. 

É preciso compreender que o mundo não gira em torno do amor! Obvio que se o seu companheiro acorda de "ovo virado" todos os dias, algo de errado tem nessa história, que isso fique bem claro. Porém, se você viveu uma bela noite de amor no dia de ontem e hoje sua noite está sendo como outra qualquer, por que você vai achar que o amor acabou ou que nunca sequer existiu? Tenha certeza de que ele existiu no dia de ontem, está guardado em algum lugar no dia de hoje e poderá, com absoluta certeza, ressurgir no dia de amanhã. Basta apenas que ele exista de verdade dentro de você!


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

É namoro ou amizade?

Eu acredito na amizade entre homens e mulheres. Para ser sincera, chego a dizer que, quando ela é realmente verdadeira, pode vir a ser mais forte e mais sólida do que a amizade entre pessoas do mesmo sexo. Talvez, pelo fato de existirem tantas diferenças entre duas pessoas de sexos opostos, é que uma possível rivalidade entre eles acabe não surgindo. Pois bem, vamos, então, ao que realmente interessa. É lindo ser amigo(a) de uma pessoa do sexo oposto, mas se isso ocorre sempre, algum problema temos por aí, fato!

Certa vez, uma mulher me confidenciou que ela não sabia o porquê de sempre se tornar a melhor amiga dos homens que se aproximavam dela. A mesma mulher continuou dizendo que, por muitas vezes, chegou a sentir certo interesse pelo “amigo”, mas que o medo de perder a amizade fez com ela matasse esse interesse e investisse, casa vez mais, apenas na amizade, até que ele viesse a se tornar, simplesmente, um grande amigo. É... aquele amigo que dorme na mesma cama que você e que nem se faz necessário montar uma barreira de travesseiros entre vocês. Afinal de contas, vocês só irão dormir, mesmo.

Acredito que, muitas vezes, é melhor ser amiga de um homem que amante dele. A relação de amizade pode sim funcionar muito melhor do que a de casal. Porém, não vamos fazer disso uma rotina. É preciso se dar a oportunidade de conhecer o outro lado da pessoa. O lado que não é apenas amigo. E, para isso, não adianta ter medo de tentar. Não adianta impor a barreira do “vou acabar com nossa amizade”, como forma de defesa ou, até mesmo, de covardia. Porque, se amizade realmente falar mais alto que o relacionamento homem-mulher, é ela que vai prevalecer e ponto final. Senão, de grandes amizades poderão surgir grandes amores. Afinal de contas, quem não quer ter um amigo(a) amante?

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Em nome do "Amor"

Até que ponto o ser humano é capaz de chegar em nome do amor? Ou melhor, será que algo que exige grande sacrifício pode realmente ser considerado amor? A grande verdade é que muitas pessoas são capazes de ir de um extremo ao outro de suas vidas em busca de viver uma grande paixão. E isso vai desde o simples prazer de se acordar ao lado da pessoa amada, depois de uma bela noite de amor, até a humilhação de se implorar pelo amor de alguém que não merece sequer uma lagrima sua. Quem dirá um rio de lagrimas de tristeza.

Quando chegamos ao ponto de implorar pelo amor, pelo carinho, pela atenção de uma pessoa é porque chegamos finalmente ao fundo do poço. E pode ter certeza que não é essa pessoa que tanto nos faz falta nesse momento. Não é dela que precisamos. O que falta nesse momento em nossas vidas é a companhia de nós mesmos. O vazio que sentimos pela ausência do outro, que nos leva atos de extrema insanidade mental, precisa ser ocupado por aquela que deveria ser a coisa mais importante desse mundo: nós mesmos!

É muito triste ver um ser humano chegar ao ponto de implorar pelo amor do outro, como se aquilo fosse a razão de se viver. Como se aquele amor fosse o ar que ela precisa respirar para manter-se de pé. Às vezes, ficamos com raiva ou até mesmo pena de alguém que age dessa forma com ela mesma, mas será mesmo que se essa pessoa pudesse escolher, estaria agindo dessa maneira com ela mesma? 

Enfim, dói muito perder um grande amor, alguém que julgamos necessário em nossas vidas para que ela tenha um pouco mais de cor. Alguém, cuja passagem por nossas vidas tenha sido breve ou longa (isso não importa!), mas que trouxe um pouco de colorido para uma vida até em tão um tanto quanto cinzenta. Porém,  dói muito mais quando se perde o amor próprio, aquele pilar, que de alguma forma, parece ter sido destruído, esmagado e hoje só é possível se ver os resquícios da destruição.



terça-feira, 2 de julho de 2013

Porque amor de gente grande dá um trabalhão

Coisa complicada é o tal do amor. Sei que muitos vão dizer que se é complicado, então não é amor. Que amor é felicidade, é alegria, é bem estar e por ai vai. Concordo que amor seja tudo isso. Ou melhor, seja tudo isso também! Amor perfeito é amor idealizado. Prova disso são as belas estórias de amor relatadas em filmes e livros. E eles viveram felizes para sempre! Amor da vida real não é assim. Amor de gente grande dá um trabalhão, viu! Comparo o amor da vida real às estações do ano. Em um dia você sente o perfume gostoso das flores da primavera; no outro, a quentura trazida pelo sol escaldante do verão; depois, estará amenizando tudo isso com a brisa gostosa do outono; e, por fim, ainda terá que encarar os ventos gelados do inverno. Amor de verdade é assim! Imprevisível!

E foi exatamente assim que surgiu meu amor por você. Do nada! Quando eu menos esperava, quando eu menos queria, no momento em que eu mais tive medo de amar novamente. Foi então que você surgiu diante de mim como um sorriso gostoso, com um perfume inebriante, que deixou marcas não somente na minha roupa, mas em toda minha alma. Sem falar do toque macio e do jeito delicioso de abraçar quando juntos pudemos dançamos pela primeira vez. Meu corpo, minha alma e acima de tudo meu coração estavam entregues à você, a partir daquele exato momento.

Primeiramente, como qualquer pessoa sensata, eu preferi fugir de você. Porque sentimento forte assim dá medo! Mas, como qualquer pessoa apaixonada, eu deixei a sensatez de lado e resolvi me entregar a esse sentimento, que eu achei que jamais fosse sentir. Posso dizer que pela primeira vez na vida eu estava vivendo um amor de gente grande. Porque aquilo era diferente de tudo que eu já havia vivido na minha vida. Dessa vez, eu estava tendo um relacionamento de verdade e não um faz de conta que eu havia me acostumado a viver.

Eu descobri, pela primeira vez, o quão bom era o simples fato de andar de mãos dadas com alguém pelas ruas e ver as pessoas te olhando como se estivessem pensando: casal bonito! Eu descobri o que era sentir saudade e como era gostoso matar essa saudade. Eu descobri que eu não precisava ter medo do que eu sentia, das minhas vontades e desejos, porque era você quem estava ali do meu lado, me fazendo sentir, pela primeira vez, uma mulher de verdade. Descobri como era gostoso acordar no meio da noite com uma ligação sua, mas também descobri o quanto era triste despertar pela manhã e perceber que você não estava ali ao meu lado. Descobri também que nem tudo eram flores, que por muitas vezes eu sentiria uma dor tão grande aqui dentro de mim, que minha vontade era de sumir. Porém, era também nesse mesmo momento que eu descobria uma força enorme dentro de mim que era capaz de lutar, com todas as forças, para estar  sempre ao seu lado.

Busquei forças onde jamais pensei em encontrar para lutar por esse amor, mas hoje eu digo que essas forças se esgotaram. Não consigo mais recarregar as baterias para continuar lutando por você. E, por conta disso, eu estou desistindo. Não me considero fraca por estar desistindo de você. Muito pelo contrário! Me acho forte o suficiente para admitir que você é o homem que eu amo. Mas, infelizmente, eu preciso deixar que você viva a sua vida, já que dela eu não posso fazer parte. Não pense jamais que estou abrindo mão de você e do amor que sinto aqui dentro de mim. Estou apenas seguindo minha vida em uma direção contrária a sua. Até porque, acima de qualquer coisa existe Deus e, se for da vontade Dele, sei que nossas vidas ainda vão se cruzar seja qual for o caminho que hoje a gente venha a tomar.


Não é porque...

Não é porque eu escolhi a companhia do silêncio que meus sentimentos foram embora. Não é porque eu parei de dizer “Eu te amo” que o amor que sinto por você acabou. Não é porque eu parei de te procurar, que eu não penso em você todos os dias. Sentimento puro e verdadeiro não morre, não acaba. O que acaba é a força que vem lá dentro para lutar por ele. Essa sim acabou! E acabou porque cheguei ao meu limite. Minhas forças se esgotaram, embora o sentimento permaneça cada vez mais vivo e pulsante dentro de mim. E a vida... Bem, a vida segue em frente, porque é assim que deve que ser.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Forrozeiro

Cada vez mais eu concordo com esse texto. Sim, o forró é minha paixão! E esse texto... Bem, ele fala por si só.

“No dicionário nem existe a palavra FORROZEIRO. Inventou-se pra descrever aquele que gosta de forró, que freqüenta, que dança, seja bem ou seja mal, mas está presente pelo menos uma vez por semana.

Só quem é forrozeiro sabe o real significado desta palavra. São como se fossem uma raça. Os outros dizem: olhem lá, são forrozeiros, falando daquele grupo de pessoas despreocupadas com a aparência, que só pensam em se vestir de maneira que fiquem à vontade pra dançar. Nos pés, somente calçados que dêem conforto, e se não der…haaaaa, é só tirar e dançar descalço mesmo. As bolhas que virão depois nem incomodam!

Os amigos dos forrozeiros não entendem! Mas como assim você vai pro forró de novo???? Você só vai pro forró!!!! Não acredito, mas você já foi semana passada e na anterior também!!!! E você diz : então, faz muito tempo que não vou, fui na semana passada, olha que tempão esperei pra ir de novo!!

Seus pais e irmãos nem acreditam que você já vai pro forró outra vez e você começa a dizer que não vai pro forró, que vai pra outra festa, mas sua roupa não engana… eles sabem!!

Seus amigos te chamam pra ir ao teatro, cinema… e você vai, mas depois vai pro forró! Tem um aniversário, uma formatura, e você diz: ai, hoje tenho outro compromisso, mas me espera que chego no forró mais tarde. Você leva outra roupa, troca no banheiro, mas não deixa de ir! Não se sabe dizer se é vício, mas se sabe que é bom demais.

Se você está cansado, pensando em não ir, mas alguém te liga, você logo se anima, se arruma e vai! Vai até sozinho quando seus amigos não querem ir porque sabe que sempre vai encontrar alguém conhecido lá, pode até não saber o nome da pessoa, mas a considera sua amiga. Lá você esquece dos problemas, do trabalho, enfim, do mundo. E a única coisa que você quer é ouvir e dançar forró. Lá as pessoas te entendem e todos já têm uma simpatia mútua antes mesmo de se conhecerem simplesmente pelo fato de saber que o outro também é forrozeiro!

E quando você encontra outro forrozeiro em algum lugar que não seja forró… qual é o assunto predominante?? FORRÓ!
Não tem jeito, no forró você se apaixona, desapaixona, apaixona de novo. Você nem consegue pensar na possibilidade de namorar porque senão vai ter de parar de ir ao forró. Como já ouvi dizer antes: ‘E ela me disse: ou eu ou o forró… então toque xote sanfoneiro…’

Não dá pra competir com o forró. É uma coisa que pega em você e não te larga mais! Você não troca o forró por nada, pode no máximo adiar um pouco, mas trocar, jamais! Você pode passar um tempo sem ir, mas depois volta.
Dá uma saudade, uma coisa impressionante!

As pessoas de lá são simples, tranqüilas. Forrozear é uma terapia, sendo que ao invés de você pagar cinqüenta reais por uma hora de agonia, você paga dez vezes menos por 6, 7 horas de alegria. Então, vamos pro forró galera!” (Autor desconhecido)



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cinqüenta tons de cinza

Confesso que movida pela curiosidade e pala indicação de uma amiga, eu resolvi me render ao burburinho do momento: “Cinqüenta tons de cinza”. Saindo do trabalho na véspera de um feriado resolvi comprar o livro para me distrair um pouco no feriado ou, quem sabe, conseguir dormir. Leituras chatas me trazem um sono maravilhoso! Porém, para minha surpresa (ou será que não foi bem uma surpresa?), eu não consegui tirar os olhos daquela trama durante os dois dias seguintes a compra do exemplar. E, meia hora após o seu término, eu já estava na livraria em busca de “Cinqüenta tons mais escuros”. Bem, mas voltemos ao primeiro livro dessa trilogia, que ainda vai dar muito que falar.

Li e escutei muitas criticas (boas e ruins) sobre o livro. Respeito todas elas, sem sombra de dúvidas! Se nem Jesus Cristo conseguiu agradar a todos, não seria um livro que conseguiria tamanha proeza, certo? Não faço da leitura de livros uma prática constante em minha vida e muito menos sou formada em letras, literatura ou qualquer coisa do gênero para dizer se a obra é de boa qualidade ou não no âmbito mais técnico. A verdade é que o livro conseguiu prender minha atenção e isso é o que me importa. Gosto de livros assim.

Tudo bem que para uma menina, recém saída da universidade, apaixonar-se por um Deus Grego, rico, extremamente sexy e que se mostra aberto a mostrá-la um mundo até então desconhecido é a coisa mais fácil desse mundo. Somos curiosas, queremos sempre mais e o estranho, de certa forma, nos interessa (Ainda mais um estranho de olhos cinzentados). Mas, quem se importa com o obvio? O gostoso mesmo é curtir cada momento dessa louca história de amor. Sim, de amor, por mais que possa parecer o contrário. E é assim começa a história desse casal, que se conhece da maneira mais inesperada possível. Até porque, se fosse um encontro planejado durante anos e anos seria a coisa muito chata, não é mesmo?

Concordo com todas as críticas que dizem que o livro mostra cenas de sexo em demasia, porém, qual leitora não suspirou com cada orgasmo do casal? Qual leitora não pensou, ao menos uma vez, encontrar um homem cuja química seja tão forte, que um simples apertar de mãos faz com que você se contorça de prazer. Tudo bem que estamos lidando com o mundo da ficção, mas e daí? Fechar os olhos e imaginar cada uma daquelas cenas é de tirar o fôlego e não faz mal a ninguém. Muito pelo contrário, faz um bem enorme para a pele. Porém, discordo completamente quando tentam associar o livro a um livro de sexo para mulheres casadas. Se você se predispuser a ler o livro de mente aberta (minha amiga me pediu para ler o livro assim, sem preconceitos), você vai entender que o sexo é apenas um mero coadjuvante nessa história. Ok, um coadjuvante bem interessante, diga-se de passagem, mas o foco principal dessa intensa história está longe de ser ele.

Não sou adepta ao sadomasoquismo, assunto retratado de maneira bem clara no livro, que isso fique bem claro. Porém, acredito que entre quatro paredes vale tudo sim, desde que o casal esteja em comum acordo e com muita vontade, obvio. E, para isso, não se faz necessário assinar um contrato, coisa que o livro vai mostrando no decorrer de suas páginas. Não é a história de um casal pervertido e insaciável por sexo que está sendo retratada nas entrelinhas. Temos ali um homem e uma mulher, de mundos complemente opostos, aprendendo a lidar com os problemas que qualquer casal tende a passar em seus relacionamentos. E mais, além de ter que lidar com seus próprios problemas, é preciso lidar com os problemas do outro. Quem nunca teve medo de perder o ser amado? Quem nunca teve vontade de se doar por completo a pessoa que ama? Quem nunca tentou impor suas próprias regras dentro de um relacionamento na esperança de que o outro possa mudar (nem que seja um pouco)? Quem nunca sentiu aquela saudade da pessoa, a ponto de querer viajar por quilômetros só para ver aquele sorriso lindo bem diante dos seus olhos? E mais, quem nunca tentou realmente mudar seus hábitos, um tanto quanto estranhos, para que o relacionamento pudesse chegar a um meio termo?

Enfim, eu poderia fazer mil e um questionamentos aqui que levassem você a refletir a respeito de sua própria vida e do quão próxima ela pode estar com “Cinqüenta tons de cinza”. Tudo bem que me assusta um pouco ler e ouvir comentários do tipo “Eu preciso desse homem na minha vida”. Muita calma nessa hora! Na ficção tudo é lindo, mas na vida real não é bem assim que a banda toca. Ter um homem sensual, rico, com todo aquele apetite sexual e amor por você deve ser realmente maravilhoso, mas vale lembrar que esse homem é um ser humano doente. Nada deve ser levado ao extremo. Então, o negócio é deliciar-se com o livro e tentar buscar as qualidades boas em cada um dos personagens (Ninguém merece os momentos de submissão daquela menina). E, depois, partir para “Cinqüenta tons mais escuros”, pois nesse livro você poderá ver realmente aquilo que as cenas de sexo do primeiro conseguiram encobrir um pouco: um romance de verdade, um amor baunilha... Ou melhor, um amor baunilha com uma boa calda de chocolate, afinal de contas estamos lidando com o nosso "Cinquenta Tons"!

sábado, 20 de outubro de 2012

Intensamente

Quem nunca ouviu ou até mesmo disse “Você é tudo aquilo que eu sonhei pra mim”? Como já bem dizia o mestre Tim Maia... “Você é algo assim, é tudo pra mim, é como eu sonhava...”. Pois é, certas declarações de amor deixam até o mais insensível dos seres humanos com aquela gotinha de lágrima bem no cantinho dos olhos. Mas, e quando você precisa gritar bem alto que aquele ali bem na sua frente é tudo aquilo que você nunca sonhou pra você, porém, todavia, entretanto, é nos braços dele que você gostaria de estar? Se for ele, aquele ser totalmente oposto a você, que domina seus mais profundos sentimentos nesse exato momento? Eu confesso que já desisti de entender esse tal de amor, essa tal de paixão. Não há palavras e nem gestos que consigam expressar tudo que existe dentro de um coração, dentro de uma alma apaixonada. Amor de verdade não pode ser aquela coisa morninha. Amor, seja ele qual for, quando é de verdade, ele é intenso, é gostoso, trás consigo aquele friozinho, aquela tremedeira gostosa só pelo fato do ser amado estar se aproximando. Porque sentir tudo isso não é coisa de adolescente, é coisa de quem sabe amar e sabe que se entregar a um amor é uma das melhores coisas que existem nesse mundo. Por isso, não tenha jamais vergonha de amar e, como já bem dizia Lenine, “Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver, alguém que você gostaria que estivesse sempre com você”.... E, se você não puder jogar as mãos pro céu e agradecer, por não ter essa pessoa ao seu lado hoje, lembre-se que se ele tiver que voltar um dia, isso vai acontecer, mesmo que vocês sejam como a noite e o dia, como o sol e a chuva, pode ter absoluta certeza que serão felizes, como você sempre sonhou.  Porque ele pode não ser tudo o que você sempre sonhou, mas ele trás consigo tudo aquilo que você sempre quis: felicidade. Porém, se ele não voltar, a vida vai continuar e um novo amor vai ser capaz de ocupar seu coração e fazer com que você volte a viver intensamente tudo isso novamente, pois tolo é aquele que acredita que só somos capazes de amar uma única vez na vida. E esse amor de hoje, vai ficar sempre guardado dentro de você como sendo mais um momento intenso que você viveu.


domingo, 2 de setembro de 2012

Decifrando sentimentos

Concordo com todas as teorias que dizem que não somos capazes de controlar nossos sentimentos e ponto final. Aquele que diz o contrário está apenas tentando enganar a si próprio. Porém, em meio a todo esse rolo sentimental eu acredito que é muito, muito difícil decifrar um sentimento. Talvez seja exatamente por isso, que eu ainda teime em acreditar que seja sim possível mandar nos próprios sentimentos. Iludida nível máximo! 

Desde que me conheço por gente as pessoas tem a tendência a sofrerem por amor. Tudo bem que já dizia Renato Russo que se é amor verdadeiro não existe sofrimento. Ok! Mas você há de convir que isso é idealizar o amor demais, certo? Nada contra quem acredite nessa máxima, mas eu prefiro acreditar que o amor verdadeiro é feito de altos e baixos, porém de companheirismo em todos os momentos. 

Porém, ninguém gosta de sofrer, seja por amor ou por qualquer outra coisa. Você cortaria seu próprio dedo para sofrer uma dor horrorosa? A não ser que você seja muito masoquista, com certeza não fará isso. Da mesma forma, ninguém nunca busca sofrer por amor. Acontece! O grande problema é que tais sofrimentos causam traumas e traumas difíceis de serem curados. E, na minha opinião, o maior deles é o medo de amar novamente. Se entregar novamente a outra pessoa tem sido cada vez mais difícil. 

E ai, vem o que falei no inicio: é muito, muito difícil controlar os próprios sentimentos. Se aquele cara do nada te faz sentir aquele friozinho na barriga só de pegar na sua cintura, te faz ter vontade de acordar ao lado dele só pra poder ver aquele cara toda amarrotada de domingo pela manhã, eu te digo que por mais que você esteja gritando aos quatro cantos do mundo que ele é apenas uma boa companhia, ele não é somente isso. Porque sentimento não é e nem nunca será racional. O dia que for o mundo vai perder totalmente a sua graça.

domingo, 13 de maio de 2012

Cara a cara com a solidão

A solidão é algo que, particularmente, me intriga. Às vezes tenho a certeza de que sei exatamente o que ela significa. Outras vezes, me vejo como uma grande desconhecedora do assunto. Pois é, me pergunto então o que seria essa tal solidão, que tantas e tantas pessoas reclamam desde que eu me conheço por gente. 

Em busca dessa resposta, eu confesso que fui até o nosso amigo Aurélio. E ele, com toda sua inteligência, me disse que a solidão era um “isolamento”. Concordo, porém ainda não era o suficiente para me fazer entender o que isso realmente significava. Fui a textos, de autores conhecidos e desconhecidos, fui a palavras que eu mesma já escrevi a esse respeito e era como se nada e nem ninguém fosse capaz de me expressar o real significado de tal palavra. 

Tentei decifrar inúmeros ditados populares em busca desse sentido que eu tanto precisava encontrar: “Antes só do que mal acompanhado”, “Sozinho no meio da multidão”. E nenhuma maneira... Repito... Nenhuma foi capaz de me dizer o que realmente é a solidão. E como qualquer ser humano normal, eu acabei cansando de buscar a compreensão disso e decidi seguir minha vida em frente, afinal de contas se tudo nessa vida fizesse realmente sentido, acho que a nossa própria existência perderia um pouco do seu porquê. O mistério faz parte da vida. 

Porém, um belo dia estava eu sozinha em casa e com vontade de assistir a um filme. Quem me conhece sabe que sou uma adoradora nata de cinema. Acho que eu e ele temos um caso secreto, que agora não é mais secreto. Parti então em busca de um momento de tranquilidade e que sempre me fez muito bem. Comprei a minha entrada, o meu nachos (mais um vício na minha vida), pois comer pipoca já se tornou algo sem graça nesses eventos, e sentei bem no meio daquela imensa sala de cinema. Eu queria ter a melhor visão daquele filme que tantas e tantas pessoas estavam falando que era o melhor de todos os tempos. 

Mas, naquele momento eu senti algo diferente. Eu, pela primeira vez, olhei para mim mesma e, independente de estar rodeada de várias pessoas que acham a coisa mais estranha do mundo uma pessoa ir sozinha ao cinema, eu senti um aperto no peito que, até então, eu nunca havia sentido. Era a coisa mais natural do mundo, para mim, ir ao cinema ou a qualquer evento que seja sozinha. E eu me questionei: “Por que estou me sentindo assim, estranha, somente por estar aqui, comendo nachos e assistindo a um filme sozinha, se isso sempre foi algo natural para mim?”. 

E foi nessa hora, exatamente nesse momento, que eu pude finalmente ter a resposta que eu tanto procurava e não conseguia encontrar: eu estava me sentindo estranha, pois, pela primeira vez, eu havia perdido a companhia mais importante desse mundo, depois de Deus, para minha vida: eu mesma! E ai, eu pude entender e complementar a palavra que Aurélio havia me dito bem no inicio da minha busca... Solidão é "isolamento”.... De você mesma!.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Maturidade: anestesia para algumas dores?

É fato que não se pode fazer uma operação, de coração, sem que o paciente tome uma boa dose de anestesia. Imagine te rasgar dos pés a cabeça a sangue frio, como costumam dizer. Contra fatos não há argumentos. Isso dói demais e ponto final. Porém, e quando não estamos tratando de uma dor física, mas sim de uma dor da alma? É possível encontrar uma “anestesia” que reduza ou até mesmo elimine essa dor que tanto nos incomoda? As pessoas costumam dizer que nada melhor que o fator tempo. Que ele faz com que a pessoa torne-se calejada e isso acaba reduzindo e até mesmo eliminando essa tal dor. Que ele trás a maturidade e esta é a anestesia para dores da alma. Pois bem, quem sou eu para ir contra tal posição, porém ela não é a que eu carrego comigo. Acredito que a maturidade, na vida principalmente de uma mulher, é muito importante, porém ela não evita que as tais dores da alma sejam sentidas. Muito pelo contrário, talvez a dor, a cada nova investida em nossas vidas, seja sentida de maneira mais forte do que nunca. A grande diferença, e a isso eu atribuo a tal maturidade, é a forma como se encara essa dor. Uma pessoa madura encara a dor de cabeça erguida e não deixa que ela a derrube. Porque ela é muito mais forte do que qualquer dor que possa lhe atingir. Já uma pessoa, não tão madura assim, vai achar que o próprio mundo acabou e que, daqui pra frente, não há mais nada a fazer. Diferente do ser humano maduro, que vai carregar e sentir tais dores na mesma intensidade que qualquer outra pessoa, porém, irá levantar a cabeça e ter a certeza de que, cedo ou tarde, essa dor vai passar e ela estará temporariamente curada. Sim, eu disse temporariamente, pois inocente é aquele que acredita que, depois da ultima queda, você se torna imune a qualquer outra dor que possa querer entrar em sua vida. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Porque eu sou uma ótima companhia

Definitivamente, o que mais tenho escutado ultimamente em relação a minha pessoa é a seguinte frase... Dois pontos e abre aspas... “Você é louca!”... Ah! E com ponto de exclamação no final. Parece até um complô de todos os meus amigos, que resolveram se unir em prol dessa causa. E confesso que, de tanto falarem, estou começando a achar que eu realmente devo ser louca. Ou então, uma aspirante a isso. Bem, antes ser uma louca que sabe o que quer da vida, do que uma centrada que está mais perdida do que cego em tiroteio. E em relação a isso eu não tenho a menor dúvida de que eu quero ser feliz. Sabe, o grande mal do ser humano é julgar as pessoas por tudo. Se você se torna uma pessoa independe, que vai onde quiser e na hora que bem entender sozinha, te julgam como egoísta. Agora, se você fica trancada dentro de casa, pelo simples fato dos seus amigos estarem ocupados demais para saírem com você, então você é uma pessoa dependente demais dos outros. Independente da nossa postura, a verdade é que nascemos para ser julgados. Cabe a nós aceitar isso ou simplesmente ignorar e seguir nossa vida em frente. Eu digo a quem quiser que eu não fico dentro de casa por falta de uma companhia, pois, no decorrer de todo esse tempo, eu descobri uma coisa muito importante e que todos nós deveríamos saber: porque a melhor companhia para você, além do Cara lá de cima, é nada mais, nada menos do que VOCÊ! Então, se quer ir ao teatro, ao cinema ou aquele restaurante que você tanto sonha em experimentar o sabor dos pratos e não tem companhia, levante a cabeça e siga em frente sem medo de ser feliz e de ser julgada. Pois amanhã, com absoluta certeza, você terá um grande orgulho de você mesma. Porque isso... Bem, isso é ser uma mulher poderosa, no melhor sentido que essa palavra pode ter.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Começo, meio e… e o que mesmo?

O inicio de um relacionamento é sempre muito bom. Ele trás consigo aquele frio na barriga que sentimos somente por saber que aquele ser tão desejado está se aproximando. Ou então, aquela saudade que bate no meio do dia e nos faz cometer loucuras insanas, mas muito gostosas. Depois, vem à calmaria do meio. Aquela sensação de tranquilidade e a certeza de que realmente encontramos a pessoa certa. Porém, essa pessoa tão legal pode ter prazo de validade sim. Porque, sou adepta a teoria do “que seja eterno enquanto dure”. E ai, eu me pergunto: onde fica o fim dessa história? 

Quanto mais eu tento entender a cabeça do ser humano, mais confusa ele consegue me deixar. Definitivamente, não faz sentido alguém que, até dias atrás demonstrava ter a maior consideração por você, não ter a dignidade de colocar um ponto final a história que vocês estavam construindo. Bem, pelo menos você estava. O outro, eu já não sei o que dizer. Se o homem encontra coragem, não sei em que lugar, para chegar a uma mulher e conquistar o coração dela, por que lhe falta para ser sincero e dizer que se chegou ao fim da caminhada? 

Sei que esse texto está repleto de perguntas. Pois é, talvez seja justamente porque eu não consigo encontrar uma justificativa que seja para o fato de um homem não ter a postura de terminar o seu relacionamento de maneira descente, que é olhando nos olhos da mulher e usando uma das coisas que mais admiro em uma pessoa: a sinceridade. Ninguém é obrigado a ficar com ninguém e isso eu quero que fique bem claro. Mas somos obrigados sim a ter respeito uns pelos outros e isso se reflete em nossas atitudes. 

Terminar um relacionamento, por mais breve que ele tenha sido, por e-mail, telefone ou até mesmo através de uma mensagem enviada por um pombo correio é um enorme desrespeito com aquela mulher que você soube, de alguma maneira, cativar. Porque, como bem diz um velho ditado “você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas”. Então, meu caro amigo, se você se deu ao trabalho de conquistar o coração de uma mulher, se dê ao respeito de dar a esse coração um fim digno de tudo aquilo que você cativou. Fica a dica!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Para refletir

Não sou muito fã de postar textos aqui que não sejam os meus. Gosto de usar esse meu cantinho para expressar o que eu sinto, o que eu vejo, o que eu vivo, mas com as minhas palavras. Porém, em alguns momentos eu abro uma exceção e hoje faço isso, pois a autora desse belo texto que segue abaixo conseguiu, de maneira brilhante, expressar em poucas palavras aquilo que eu talvez esteja há anos tentando dizer. Fica então a dica de uma ótima leitura. Aquela que devemos parar por uns instantes para simplesmente.... Refletir!


"Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim." (Clarissa Corrêa)

Sonhar não custa nada...

E passada a euforia chamada “Carnaval” é chegada a hora de finalmente dar o ponta pé inicial no novo ano. Porque, definitivamente, engana-se quem acredita que o ano começa no dia primeiro de janeiro, após aquela linda queima de fogos na praia de Copacabana. O que se tem naquele momento é a contagem regressiva para uma das maiores festas populares do Brasil: o carnaval!  As pessoas costuma associar o carnaval a libertinagem. Não que eu esteja aqui para defender tal festa, mas há dois anos venho realmente curtindo esse feriado e não tenho visto, pelo menos nas ruas do Rio de Janeiro, uma comprovação dessa teoria. Claro que um ou outro vai sim aproveitar esse momento para extravasar e fazer tudo aquilo que faz o ano inteiro sem peso na consciência. O que mais tenho notado é que grande maioria das pessoas usam esse momento como forma de ser feliz. Porque o clima é gostoso, é clima de festa! E foi assim que eu posso dizer que passei esses últimos dias. Coloquei meus problemas para hibernar por uns dias e fui em busca de momentos felizes, que me dessem um pouco de força para começar bem o meu ano. Meus problemas não acabaram, continuam ali paradinhos no mesmo lugar, mas eu agradeço ao CARNAVAL por ter recarregado as minhas baterias para enfrentar tudo que ainda tenho pela frente. Pode ter sido uma alegria momentânea, mas valeu cada segundo que eu simplesmente esvazie a minha alma e não pensei em nada que não fosse cantar e gritar bem alto para que eu mesma pudesse escutar:  “Sonhar não custa nada e meu sonho é tão real...” 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quando o inesperado invade a sua casa

Se pararmos para observarmos o ser humano, é fácil de notar que ele sempre quer ser o senhor da razão, em praticamente tudo que diz respeito a sua vida. Criamos certas imposições a nós mesmos e, ao final, temos a falsa certeza de que nós é quem ditamos as regras da nossa vida, as leis do nosso coração. O problema é quando algo não saí conforme o nosso planejado. Exceções à regra costumam incomodar bastante.

Quem nunca se deparou com aquela pessoa que, após levar muitas rasteiras da vida, determina que daquele momento em diante seu coração ficará fechado para qualquer ser estranho que nele queira adentrar? Mas, de repente, como num simples passe de mágica, essa realidade imposta vai por água abaixo. Pois é, o tal ser estranho consegue transpor essa barreira e se instaura de mala e cuia dentro daquele coração, até então inabitado. 

Em um primeiro momento a sensação é de negação. Não é fácil aceitar que alguém foi capaz de quebrar as regras estabelecidas por você. Em seguida, a ficha começa a cair e você compreende que aquele invasor é alguém que conseguiu despertar um sentimento que você mesma pensou que fosse capaz de evitar. Pois é, nem tudo ocorre conforme o planejado. 

E ai, a partir de então, com a queda da sua verdade absoluta, lhe resta apenas assumir pra você mesma que, novamente, o amor bateu a sua porta. Algumas pessoas acreditam que amamos apenas uma única vez na vida. Eu prefiro pensar de maneira um pouco diferente: amamos várias vezes, porém cada qual de um jeito único. Por isso, não tente classificar o amor que está surgindo em sua vida nesse momento como sendo maior ou menor do que aquele que você já viveu ou daquele que você, um dia, poderá vir a viver. Simplesmente viva-o, de maneira única e plena. 

E se com o passar do tempo você perceber que esse invasor não nutre por você o mesmo sentimento despertado por ele dentro de você, também não se sinta inferiorizada por isso e muito menos pense que isso não é amor. Porque amar não é exigir que o outro sinta o mesmo que você, mas sim aceitar que você ama e ponto final. É desejar, acima de qualquer coisa, que aquele pequeno ser invasor do seu coração seja feliz, mesmo que para isso ele não esteja fisicamente ao seu lado. É ter a certeza de que ele surgiu em sua vida com algum propósito e usá-lo como forma de crescimento. Afinal de contas, ninguém sabe o dia de amanhã: se hoje ele invadiu a sua casa, quem sabe amanhã não seja o dia você transpor as barreiras da casa dele?

sábado, 14 de janeiro de 2012

A arte da conquista

Tentar entender o relacionamento entre homens e mulheres é um grande desafio. Embora não exista um padrão a ser estabelecido nesse caso, o grande problema é que na grande maioria das vezes tentam-se trazer regras, já vividas em outros relacionamentos, para casos atuais. É aquela famosa dica da amiga que diz “Dê ao seu paquera uma cuequinha de elefantinho que ele vai te pedir em namoro na mesma hora. Foi assim com o meu, amiga!”. Pois bem, pode até ter dado certo no caso dela, mas você arriscaria dar um presente desses ao seu atual paquera? 

Como já bem dizia Lulu Santos... “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”. Não adianta a gente querer reunir dicas de milhares de fontes para conseguir a atenção daquele que hoje se tornou nosso sonho de consumo. Porque na prática tudo é lindo e maravilho, mas na teoria nem sempre dá certo. Eu considero a fase da conquista a mais importante de um relacionamento. Se ela começar errado, com mentiras, a probabilidade de tudo desandar antes mesmo que você imagine é extremamente alta. 

Sou uma grande observadora e tenho percebido que no primeiro encontro com um rapaz as meninas tem o péssimo hábito de ser a mais certinha, a mais comportadinha, a mais boazinha e todos os “inhas” que você pode imaginar. Tenho que concordar que isso encanta até o mais safado dos homens, porém ninguém... repito novamente, ninguém é capaz de manter um status falso por muito tempo. E ai, a menina boazinha por quem ele se encantou revela-se a chatinha que ele, em questão de segundos, dispensará. E ai minha cara amiga, a cena clássica é a garota chorando horrores e se perguntando o que ela fez de errado. Pois bem, será que “enganar” seria uma boa resposta a essa pergunta? 

Quem me conhece sabe que sou uma grande palhaça. Claro que não coloco um nariz vermelho em forma de bola e saio por ai tentando chamar a atenção das pessoas, como se eu estivesse em pleno picadeiro. Mas eu gosto de ser descontraída, de falar uma bobeira, de ser, simplesmente, eu mesma. Certa vez eu contei para umas amigas que no primeiro encontro com um rapaz eu comi horrores. Elas ficaram escandalizadas com isso, dizendo que é feio comer muito na frente de um paquera. Na mesma hora eu disse a elas que arrumar um paquera seria então uma ótima maneira delas iniciarem um bom regime. 

Pois bem, o que então eu quero dizer com tudo isso? Que, pra mim, a fase da conquista tem que ser vivida da maneira mais clara e limpa possível, assim como todo o relacionamento, obvio! Mentir é como colocar uma roupa furada a venda e tentar, de alguma forma, esconder esse defeito de quem irá comprar. Quem tiver que gostar de você, deve ser conquistado com você mostrando quem realmente é e não quem ele gostaria que você fosse. Seja, simplesmente, você mesma. Não coloque uma máscara no rosto e colha os frutos de uma conquista realmente inesquecível! Porque a arte da conquista deve ser única, intransferível e autentica!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um Natal Abençoado por Deus!

Confesso que não sou uma admiradora do Natal. Acho que nós, seres humanos, transformamos essa data em mais um feriado nacional em que usamos para descansar a mente e o corpo do estresse do dia a dia. Não que eu ache isso errado, afinal de contas merecemos. Porém, nesse dia de hoje, gostaria de pedir a todos que estão recebendo essa mensagem que reservem, ao menos, um minuto do seu tempo para celebrar o nascimento Daquele que simplesmente mudou nossas vidas: Jesus Cristo! Sendo assim, desejo a todos um Natal abençoado e que todas as maravilhas de Deus, que estão reservadas para todos nós, possa nos engrandecer de grande felicidade. FELIZ NATAL!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Desistir ou Lutar……????

Quem nunca viu aquela clássica cena em que, de tanto pensar, nossa cabeça parece mais uma panela de pressão prestes a explodir? Pois é, estou vendo tanta fumaça sair da minha mente nesse momento que acho que é ela quem está atrapalhando meu raciocínio. A fumaça está mexendo com a minha visibilidade. A situação está tão critica que não sei mais se o anjinho me diz para lutar e o diabinho me diz para desistir ou vice versa. Acho que nem mesmo eles estão se entendendo. 

As pessoas costumam dizer que aprendemos muito com experiências traumáticas que passamos em nossas vidas. Acredito que isso é realmente uma grande verdade, mas acrescentaria um brinde que vem junto com todo esse aprendizado: o medo! É como diz o velho ditado “Gato escaldado tem medo de água fria”... Oh! E como tem! Não é nada fácil, após uma grande decepção amorosa, levantar a cabeça, dar a volta por cima e.... E estar pronta para outra. Pronta para outra talvez não! 

Ninguém, em sã consciência, se permite sequer pensar em ter que passar por todo aquele sofrimento novamente. E aí, entra o tal medo de se entregar outra vez. De viver um amor novamente. Só que para isso é preciso se declarar para alguém novamente. Por que hipócrita é aquele que diz “Eu gosto de você” sem ter, dentro de si, a esperança de que será retribuído da mesma forma. Ninguém diz isso com a certeza de que ouvirá “Ei, desculpa aê, mas eu não te quero”. Ainda mais em se tratando de mulheres. 

Mulheres fantasiam, criam um mundo paralelo ao seu redor que alcança determinado estágio que nem elas mesmas sabem o que é real e o que é imaginário. E ai pode vir a decepção de não trazer para o seu mundo real todo aquele conto de fadas que passava por sua mente todas as noites ao dormir. Porque aquele moço lindo pelo qual você se encantou, após um longo tempo enclausurada em suas amarguras, pode muito bem ser apenas um grande amigo que você conquistou. Assim, como pode ser também tudo isso (ou um pouco menos, sendo realista) que você imaginou. E ai, como lidar com essa situação? 

É nessas horas que pensamos... O que fazer agora? O medo, de sofrer novamente, diz claramente que o melhor nesse caso é desistir, não tomar nenhuma atitude e deixar simplesmente que as coisas aconteçam. Porém, ele esquece que para uma mulher encantada o “deixar acontecer” significa colocar mais esperanças em seu mundo imaginário. Por outro lado, a pouca coragem que ainda lhe resta diz que você deve lutar e não desistir desse sentimento que demorou um longo tempo para nascer novamente dentro de você. Levantar a cabeça e dizer a quem quer que seja: “Ei, eu gosto um tantão assim de você”. 

Pois é, eu sei que você que está lendo agora esse texto, deve estar pensando que, no final, eu vou dar a minha opinião em relação a essa dúvida que já passou, muitas vezes, pela cabeça de muitas e muitas mulheres por ai. Pois é, o grande problema é que eu também sou mulher e eu também tenho os meus sentimentos e meus medos. E hoje, sinceramente, não sei o que fazer e por isso eu me pergunto em alto e bom tom, para que eu consiga processar uma resposta o quanto antes: Desistir ou Lutar....????


domingo, 20 de novembro de 2011

Gênero, número e grau

As coincidências, muitas das vezes, aparecem em nossas vidas simplesmente para trazer uma grande confusão mental para aquele momento que, nos últimos tempos, parecia tão sereno e tranquilo de se viver. E no meio de tudo isso, eu aprendi que coincidência é sinônimo da famosa e desastrosa expectativa. Que me desculpe quem inventou tamanha sabedoria, mas a expectativa só veio ao mundo para ferrar com a vida de quem, ao menos um dia, sentiu suas consequências na pele. 

Seria cômico, senão fosse trágico e ponto final! Um dia você acorda e, do nada, se depara com aquele homem que você há anos vem pedindo em oração a todos os santos possíveis e impossíveis que existem por ai... e olha que eles são muitos! Lindo, inteligente, divertido, aquele que você diz em alto e bom tom para suas amigas morrerem de inveja “Esse é meu gênero, número e grau”. O grande problema é que um homem desses é como uma roupa na moda: costuma combinar com qualquer uma que resolver usar... Tudo bem! Com a grande maioria, apenas. 

E se você ainda não percebeu isso é porque a expectativa que anda criando por conta dessa situação está se tornando algo tão gigantesca que daqui a pouco você vai dizer aos quatro cantos do mundo que vovó teve um sonho e nesse sonho você estava vestida de véu e grinalda. E o noivo, nada mais era do que ele... Seu atual sonho de consumo. E não é que nessas horas nossas queridas vovózinhas ajudam de tal forma que até o mesmo o mais incrédulo dos seres humanos consegue entrar nesse gigantesco conto de fadas. 

Pois é minha cara amiga, mas a verdade é que coincidências, quando se trata especialmente de relacionamentos amorosos, não existem. O cara pode ser o mais perfeito do mundo, aquele que você sonhou ter a sua vida inteira e simplesmente não está disponível para você. Sim, pois o que é perfeito pra você também é perfeito para sua vizinha e ela, por sorte, encontrou a agulha no palheiro antes de você. 

Claro que nada nessa vida é impossível! Por favor, sem criar expectativa através dessa minha colocação, mas
e claro que o seu homem perfeito pode simplesmente estar passando uma temporada de férias em outro lugar para depois, finalmente, estar pronto para voltar a vida real. E dessa vida real você poderá, ou não, fazer parte. Mas ele também pode já estar vivendo o sonho dele, ao lado daquela que é, simplesmente, seu gênero, número e grau. E você, vai ficar mesmo sentada esperando sentada que o sonho da sua querida vovózinha se torne realidade?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sendo um mero coadjuvante na sua própria história de vida

Hoje, mais do que nunca, eu compreendo o quão importante é a experiência que uma pessoa acumula ao longo de sua vida. Muitas das vezes, a falta de vivência nos impede de compreender coisas simples. Posso dizer, com absoluta certeza, que minhas atitudes de hoje em dia se tornaram muito mais sensatas quando comparadas as que eu possuía quando ainda não tinha acumulado toda a bagagem que hoje trago comigo. E experiência, nesse contexto, não é questão de idade, mas sim de vivência.

Há pouco tempo atrás, ouvi um relato que me deixou muito revoltada durante a ocasião. Me falaram que quando começamos a sair com uma pessoa, já é possível, bem de inicio, saber se esse relacionamento tem futuro ou se é apenas algo agradável, porém momentâneo. Não que eu não soubesse respeitar a opinião do outro, mas entender e aceitar era pedir demais a minha humilde pessoa naquele momento. Eu achava que pensamentos assim eram de pessoas que não estavam sequer dispostas a tentar.

Que bom que opinião não é um conceito estático. A minha, nesse caso, posso dizer que se tornou convergente aquela que até então eu repudiava e me negava a aceitar. Tirando raras exceções, ninguém começa um relacionamento sério em um primeiro encontro, por mais que isso ainda seja o sonho de muitas mulheres. Porém, quando a partir do primeiro encontro surge a vontade de estar mais vezes com a pessoa, já é possível sim distinguir entre um simples desejo de curtir os bons momentos que o casal está vivendo e a vontade de se levar realmente esse relacionamento a sério.

É claro que falar isso em um texto é fácil. No entanto, para compreender, no calor do momento em que se está passando por essa confusão mental, é preciso ter a cabeça no lugar e, na minha opinião, uma leve experiência de vida. Enquanto um dos lados usa a desculpa de que não está preparado para tentar engrenar em um relacionamento sério naquele momento, o outro se apega fortemente a isso como forma de desculpa para não enxergar aquilo que está bem diante de seus olhos: vocês estão vivendo um ótimo momento, porém ele é passageiro.

É obvio que nada nessa vida é para sempre. Porém, adiar certas decisões é como entrar em um jogo com a certeza de que você não está ali para lutar pelo prêmio. Você é apenas mais um figurante de toda aquela encenação. E ao final, pode ter a certeza que alguém surgirá do nada, passará sua frente e, em questão de pouco tempo, ocupará o lugar que você, por enganar a si próprio, sonhou um dia estar: o de ator principal dessa história. Por isso, tenha sempre em mente que viver na incerteza não nos leva a lugar algum.


Insegurança: Seu nome deveria ser mulher!

Se existe no mundo um sentimento que acompanha todo o fluxo de vida de um relacionamento, esse se chama insegurança. Acho maravilhosas todas aquelas teorias que pregam que um casal precisa ser seguro para ter sucesso em seu relacionamento. Bato palmas para quem conseguir fazer isso, mas duvido que a grande maioria das pessoas consiga alcançar tamanha plenitude. E um dos grandes motivos disso é a insegurança que ronda principalmente a vida de nós, mulheres.

No inicio de um relacionamento nunca se sabe qual o limite entre ainda estar conhecendo a pessoa e a oficialização do relacionamento. Um não sabe ao certo o que o outro quer e, muitas vezes, tem medo de buscar essa resposta e ela não ser exatamente aquilo que esperava. O homem até consegue encarar isso com certa naturalidade. Ele costuma ser paciente nesses casos. Já o sexo feminino precisa lidar com a famosa insegurança. Ela coloca na cabeça de nós, mulheres, uma das piores dúvidas dessa fase: “Será que ele quer algo sério comigo?”.

Ultrapassado esse momento, após a mulher ter conseguido sobreviver ao longo e árduo período de espera por uma decisão, o casal finalmente oficializa a relação. É um momento mágico e a mulher sente-se o ser humano mais seguro da face da terra. Bem, pelo menos até ela começar a achar que a relação esfriou e que não é mais como no inicio. Pois bem, se você achou essa uma questão contraditória eu digo que pode ter certeza... Ela realmente é!. Agora, que a mulher finalmente conseguiu a estabilidade que queria, quer que o relacionamento volte a ser como antes.

Assistindo a um comercial de TV durante essa semana, eu me deparei com uma cena engraçada, onde os papéis foram invertidos: o homem passava a ser o inseguro e a mulher aquela que não compreendia suas crises de insegurança. Não estou aqui para defender a classe feminina, mas, muitas das vezes, essa insegurança é despertada pelos próprios homens. Eles querem que a cabeça feminina funcione da mesma forma que a deles, mas esquecem de que estamos lidando com seres humanos completamente opostos.

Sim, homens! Muitas das vezes a única coisa que precisamos ouvir é que somos queridas e amadas. Ouvir o quanto vocês sentiram nossa falta durante aquela semana em que não foi possível vocês se encontrar. Nesse caso, não dá pra seguir a teoria de que mais vale um simples olhar do que mil palavras. Talvez essa seja uma das grandes diferenças entre os sexos: mulheres são auditivas e homens visuais. Um homem, pra sentir que aquela mulher é realmente dele, precisa ver que ela está ao seu lado. Uma mulher precisa disso também, mas nada melhor que ouvir da boca de quem se ama o quanto ele se sente feliz por estar ao nosso lado.

Obs. Texto publicado no Jornal Zona Sul

domingo, 14 de agosto de 2011

Amor e sexo: a união perfeita

Como já bem dizia uma conhecida canção “Sexo é escolha, amor é sorte”. Atrevo-me a dizer que tal frase é capaz de expressar determinadas fases do ciclo de vida de uma mulher. Quando ainda somos meninas sonhamos que um dia vamos ter a sorte de encontrar um amor verdadeiro, aquele igual aos contos de fadas. A maturidade chega e com ele vem a certeza de que a única coisa que podemos é escolher um bom sexo, pois o amor não tivemos a sorte de encontrar. Será então que é possível ter amor e sexo ao mesmo tempo? 

Vendo as coisas de um ponto de vista passado, percebo que existia certa tendência a separar o amor do sexo. Como se ambos fossem opostos que jamais poderão se juntar. É como o céu e o inferno. Nesse caso, os opostos parecem que não se atraem. É como se o amor fosse divinal e o sexo um grande pecado mortal. Uma mulher raramente conhecia o amor, pois ele já era uma peça rara na época de nossas avós. E ao mesmo tempo, ela era fortemente julgada se viesse a conhecer o sexo. 

Mas é claro que os anos foram se passando e algumas, somente algumas coisas mudaram nesse cenário. O amor continua sendo uma peça rara no guarda roupa de todas nós mulheres, mas o sexo parece que se tornou uma figurinha carimbada na vida de muitas mulheres. Agora, elas podem expressar seus desejos sem serem apedrejadas pela sociedade. Uma mulher não é mais uma pecadora pelo simples fato de escolher fazer sexo. Muito pelo contrário, parece que ela ganhou o status de decida. Aquela que sabe exatamente aquilo que quer. 

E diante de toda essa análise fica visível o fato de que anos se passaram, pontos de vistas mudaram, mas amor e sexo continuam sendo completamente antagônicos. Praticar amor é se doar ao outro sem precisar exigir nada em troca, pois o amor é uma ilusão onde sentimentos transitam em uma via de mão dupla. Tudo vai, volta! O sexo definitivamente não funciona assim. Ele pensa nele próprio e em satisfazer suas próprias vontades. Cada um, caminhando em sua própria estrada, busca saciar seus próprios desejos. 

Apesar de tudo, ainda discordo quando dizem que o amor dura e o sexo logo vai embora. O que as mulheres precisam compreender (e homens também) é que o amor também vai embora e, muitas vezes, mais rápido que o sexo. Claro que nesse meio, ainda afirmo que o amor é sorte. Então, se você um dia encontrou o amor, não pare de fazer sexo. Faça sempre sexo com quem você ama. E para isso, vá somando amor diariamente a sua relação, mas não esqueça jamais de temperar esse prato, sempre que possível, com uma  pitada sexo.

sábado, 23 de julho de 2011

Eu aceito!

Ser adulto não é uma tarefa fácil. Arrisco-me a dizer que sinto falta da época em que eu era uma criança, cujos deveres se limitavam a tirar boas notas nas provas de matemática do colégio. Mas o tempo vai passando e com ele chegam as responsabilidades, que não são tão simples quanto agradar aos pais tornando-se o melhor aluno da classe. Iniciar um relacionamento, seja um casamento ou até mesmo um namoro, é uma responsabilidade que cedo ou tarde acaba batendo em nossa porta. 

Trocar de estado civil não é somente alterar o status em uma rede social só para chamar atenção das pessoas. É preciso assumir para si mesmo que daquele momento em diante não existirá mais o “eu”, mas sim o “nós”. Aquela esticadinha até mais tarde com os amigos do trabalho as sextas feiras não poderão mais ocorrer simplesmente porque você quer. Agora, faz-se necessário informar a uma segunda pessoa as suas vontades. Não que esse ser irá te proibir de fazer o que você quer, mas com absoluta certeza irá interferir nas suas escolhas. 

As coisas mudam quando se dá inicio a um relacionamento e quando isso não acontece, desconfie, pois algo de errado paira no ar. Uma pessoa comprometida não pode se comportar como se ainda estivesse vivendo a vida de solteiro. Obvio que o fato de se relacionar com alguém não vem com pré requisito estar aprisionada ao mundo dessa pessoa, como dizem aqueles que usam isso como desculpa para não entrar em um relacionamento. Mas ter um compromisso significa respeito com aquele que agora está ao seu lado e para isso regras devem ser seguidas. 

Não tenho a menor dúvida de que a vida de solteiro é extremamente prazerosa. É uma vida sem regras, onde o limite fica onde você deseja chegar. Por outro lado, tal liberdade pode ser uma como uma faca de dois gumes: ela vem atrelada a uma solidão invisível. Uma angústia que nem uma cidade fabulosa como o Rio de Janeiro, com tantas pessoas, é capaz de tirar do peito de uma pessoa. Por isso, como tudo nessa vida é preciso colocar os pós e contras em uma balança antes de tomar qualquer decisão no calor da emoção. 

Hoje eu sou capaz de dizer que estou na melhor fase da minha vida. Talvez eu tenha precisado viver trinta anos para finalmente me descobrir. Sempre fui a menina sonhadora, que queria deixar o status de solteira. Agora, me considero uma mulher decidida, que sabe que para entrar em um relacionamento sério não basta apenas querer mostrar as pessoas que não sou mais "a solteira”. É preciso olhar para dentro de mim mesma e ter a certeza de que ele é “O cara” que merece ouvir de mim “Eu aceito!”.


domingo, 26 de junho de 2011

É possível ser amiga de um ex?

Espero que não existam mais por ai mulheres sonhadoras, ou melhor, iludidas. Aquelas que acreditam que encontraram os parceiros ideais e que a partir desse momento começarão a escrever a história de suas vidas... História essa que terminará como num filme de romance com final feliz: “E eles foram felizes para sempre”. Digo então que é hora de aterrissar no mundo dos mortais e entender que tudo, ou quase tudo, tem um começo, um meio e um fim. 

Quando se inicia um relacionamento, seja ele qual for, é mais do que possível que o mesmo acabe sem que você sequer possa imaginar. Por mais que isso não fizesse parte do roteiro de férias que você estava planejando para o próximo verão, a verdade é que da noite pro dia, aquilo que parecia, ao menos para você, um relacionamento dos sonhos foi-se embora com um simples piscar de olhos. 

O relacionamento se foi, mas e os sentimentos onde irão parar nesse momento? Coloca-se tudo dentro de um saco preto e enterra-se debaixo de sete palmos, como seu ex futuro homem perfeito estava fazendo naquele exato momento com os sentimentos que ele dizia ter por você? Talvez, essa seja uma idéia ruim. Ou melhor, talvez essa seja uma péssima estratégia de fuga. É possível então transformar um amor arrebatador em algo que se possa considerar amizade? 

Pois bem, eu acredito que para que as coisas dêem certo em nossas vidas é necessário que a base seja sólida. Pode parecer loucura, mas o fim de um relacionamento pode significar a construção de uma bela base para aquilo que chamamos de amizade. Se ela for mal construída, jamais será possível chegar ao topo do que se quer alcançar. E uma base verdadeira é construída com sinceridade, afinal de contas, ninguém é obrigado a ficar em uma relação que não lhe satisfaz mais, mas tem o dever de dizer isso de maneira clara e objetiva a outra pessoa. É uma questão de respeito!

O que mais vejo por ai são homens que sabem muito bem como chegar em uma mulher e atraí-las para o seu mundo, mas parecem desconhecer o modo como fazer com que elas o deixem. Inventam ilusões de uma vida perfeita, mas esquecem de comunicá-las que elas não farão parte dessa fantasia. Chega ser mesquinho o fato de tais homens simplesmente não conseguirem falar “Ei, foi legal garota, mas o fim chegou”. Preferem que nós, mulheres, venhamos a descobrir isso de uma maneira muito mais dolorosa: através do seu silencio e posterior sumiço. 

Sei que não é uma tarefa fácil terminar um relacionamento, mas podem ter certeza que é muito mais digno fazer isso com a verdade do que com uma doce ilusão de que ainda terão muitas oportunidades pela frente, quando as mesmas jamais existirão. Portanto, eu digo que é sim possível ser amiga de um ex namorado, de um ex ficante... de um ex sentimento, desde que o inicio tenha sido surpreendente, o meio maravilho e o fim digno de tudo de bom que vocês viveram juntos, por mais breve que esse tempo possa ter sido.


domingo, 12 de junho de 2011

THE END!

Sempre fui uma grande sonhadora: aquela que sonha com os amigos perfeitos, com a família perfeita e, claro, com um amor perfeito. Era perfeição demais para se transformar em realidade. A grande verdade é que por mais que eu ainda acreditasse nisso, a vida parecia me mostrar justamente o contrário. Pois é, parecia até que o inesperado finalmente aconteceu: Apresentaram-me a “Sex and the City”. 

Eu precisei entrar em uma vida nova para conhecer aquilo que, até então, era antigo para muitas pessoas. Afinal de contas, por que nunca me indicaram tal série se ela é tão antiga e famosa? E nessas horas eu me perguntava “Por que foi necessária uma nova amiga para que eu pudesse finalmente encontrar as respostas que eu tanto buscava... Ou melhor, descobrir que minhas perguntas simplesmente não tinham respostas?”.

E assim começou a minha paixão por “Sex and The City”. Eu não estava em plena Manhattan, mas aquele lugar parecia relatar a minha existência. Eu não era uma escritora, mas até que gostava relatar cenas da vida em meu blog e, por incrível que pareça, eu havia acabado de ganhar uma coluna em um jornal. E assim, a cada episódio que eu assistia eu sentia mais e mais vontade de assistir ao próximo. Era como se todas aquelas histórias tivessem saído diretamente da minha vida, embora eu soubesse que simplesmente relatam o cotidiano de todos nós, meros mortais. Mas eu não me importava, o que eu queria era finalmente me encontrar. 

E era assim a cada episódio que eu assistia. Às vezes me sentia a rabugenta da Miranda, que não era capaz de amar nem a ela mesma. Por outras, eu era a liberal Samantha Jones, que preferia viver a vida como se ela fosse apenas uma bela casca encobrindo imperfeições que ninguém precisaria ver, mas estavam lá. Ah! Sim, como eu poderia me esquecer de Charlotte, talvez a minha verdadeira essência: aquela que sonha, acima de qualquer coisa. Mas no fundo, bem lá no fundo, eu sabia que só estava ali, assistindo tudo aquilo, porque no fundo eu era uma Carrie Bradshaw. 

Porque era atrás dos olhos dela que eu podia, finalmente, ver a minha vida ser retratada de maneira real e não como um grande conto de fadas. Ela me fazia enxergar que nem sempre o príncipe encantado fica com a mocinha no final da história. A mocinha pode sim terminar sozinha e por muitas vezes termina. Que nem sempre os amigos estão ao nosso lado quando chamamos, berramos por um colo, mas que quando menos esperamos, quando realmente precisamos eles parecem pressentir e nos mostram porque são verdadeiros amigos. E eu percebi também que nem sempre temos o amor que gostaríamos de ter de nossos pais, pois por muitas vezes eles e nós mesmos esquecemos que somos pais e filhos. E isso dói... Dói muito. 

E não é que eu finamente compreendi que podemos amar de várias formas, o que não podemos é jamais deixar de amar. Eu vi um amor que tanto me fazia sofrer, mas ainda assim, meu Mr. Big, era quem eu queria que estivesse sempre ao meu lado. Talvez uma grande obsessão, mas uma pessoa que marcou a minha vida e, por ironia do destino, jamais percebeu isso. Vi que não era somente eu que por vezes sentiu vontade de arrancá-lo dos braços daquela que estava ocupando o meu lugar. E por muitas vezes eu era capaz de chorar simplesmente querendo saber “Por que você não me escolheu?”. Porque o meu Mr. Big era como na história... Aquele que conseguia mexer comigo de uma maneira que eu não sabia explicar. Eu sabia o tempo todo quem era ele, mas ele jamais soube quem eu era. 

E um dia, após todas essas história, eu percebi que o final de aproximava. Mas quem disse que eu queria saber realmente qual seria o final daquelas histórias? Por que tudo nessa vida tem que ter um começo, um meio e um fim? Eu poderia esperar o que encontrar no final dessa caminhada, mas eu sabia que o porquê dele estar chegando eu jamais descobriria. Pois é, só que nem sempre o final é aquilo que imaginamos. Eu havia me tornado uma pessoa descrente, que percebeu que nem sempre as coisas acontecem conforme nós queremos. Eu falaria que ao final eu queria que meu grande amor estivesse comigo, mas não é isso que "Sex and The City" vinha me mostrando até aqui.

E ai, no final disso tudo o que eu descubro? Que assim como em todos os filmes do mundo imaginário... “E eles viveram felizes para sempre”. Como assim? Felizes? Juntos? Relações de pais e filhos estabilizadas? Amigas que estarão sempre juntas? E... e grandes amores que finalmente assumem isso um para o outro e terminam finalmente juntos? E tudo que eu passei a acreditar, ou desacreditar, durante todo esse tempo?... 

... Bem, talvez eu esteja, mais uma vez, diante de perguntas que eu jamais encontrarei respostas. Ou então, talvez, toda essa longa caminhada tenha servido simplesmente para me mostrar que aconteça o que acontecer durante as nossas vidas, um dia, quando o final finalmente chegar, tudo será como eu sempre acreditei, até me apresentarem uma história da vida real onde, em meio a dores e sofrimentos, no final tudo se ajeita e todos nós somos FELIZES PARA SEMPRE! 

ps. Agradeço a minha nova amiga, Ana Candida, por ter me apresentado tudo isso. Nova, porém importante e especial pra mim. E como vi no seriado que você me apresentou eu pergunto... "O que seria de mim senão tivesse te conhecido?"
ps. Gostaria muito que o Meu Mr. Big soubesse que eu o amo muito e que se realmente existem muitas formas de amar, eu sei que ainda vou amar muitos outros Big's, mas jamais como eu amo você.
ps. E se forem necessárias muitas histórias ainda por serem vividas para que, no final, eu finalmente seja feliz para sempre, eu quero viver todas elas, da maneira mais intensa possível, para que ao final eu possa dizer que: EU VIVI!