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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

De volta aos tempos da ditadura...

Que coisa mais contraditória eu aqui escrevendo um texto sobre a ditadura, logo eu que sou uma pessoa que desconhece por completo coisas relacionadas à história, afinal de contas essa era a matéria que eu menos tinha afinidade quando ainda estava no segundo grau. Vamos então esquecer essa ditadura e vamos falar de uma que eu conheço muito bem, por vivência e por observar esse mundão enorme em que vivemos: a ditadura do sentimento.

Repressão, essa é, com certeza, a palavra chave quando estamos falando de relacionamento. É aquela coisa, você pode gostar ou admirar uma pessoa, você pode simplesmente tudo, afinal de contas ninguém é obrigado a seguir regras, mas arque com as conseqüências depois. Somos então instruídos, desde pequenos, que podemos amar sim, mas jamais devemos demonstrar que amamos, pelo contrário, devemos transparecer que nada sentimos por aquele individuo que tanto chama a nossa atenção e que tem habitado nossos pensamentos diariamente.

A grande verdade é que vivemos em um mundo de hipocrisia, um mundo onde nem tudo que parece ser realmente é, um mundo em que as pessoas preferem esconder seus sentimentos em nome de uma falsa verdade que foi nos imposta como uma verdade absoluta e que hoje rege nossas vidas. Sim, você mulher cresce ouvindo que se demonstrar amor a um homem ele vai pisar em você e fazer pouco de seus sentimentos então o correto é mostrar-se uma mulher fria para que os homens venham a cair aos seus pés.

Não pensem que o contrário não vale, pois vale sim. O pai, desde que o filho nasce, é incumbido de mostrar que ele deve ser o machão, aquele que não se envolve com uma única mulher, pois o correto é pegar todas as meninas da rua já que isso o tornará o todo poderoso. Homem se apaixona sim meu filho, você até pode se apaixonar por aquela menina linda do colégio, mas jamais a deixe saber disso e jamais pare de pegar a gostosona da vizinha por causa desse sentimento.

Analisando friamente essas situações eu digo que quebro totalmente as regras pré-estabalecidadas por essa sociedade cruel e se eu estivesse vivendo na época da ditadura militar é fato que eu seria presa e exonerada para outro país por infringir as regras de um bom relacionamento. Pois eu digo então que danem-se as regras, pois não estou aqui para segui-las. Demonstro meus sentimentos e sem medo das conseqüências, afinal de contas prefiro pagar o preço por ter demonstrado realmente o que sinto do que me tornar um exemplo de seguidora das tais regras e ser uma pessoa frustrada.

Sei que muitos me vêem como uma romântica e sonhadora, mas antes ser isso do que uma pessoa fria e mentirosa que nega seus próprios sentimentos. Eu demonstro aquilo que sinto, eu faço aquilo que tenho vontade. Claro que não vou ser a toda poderosa e dizer que faço isso de peito aberto, pois como diz minha mãe eu não tenho peito de aço para enfrentar e vida e também não estou a fim de dar minha cara à tapa a todo o momento. Eu também tenho meus medos, às vezes é difícil criar força para demonstrar realmente o que sentimos, pois bate aquela insegurança, afinal de contas sou um ser humano como outro qualquer, mas nessas horas simplesmente fecho meus olhos e peço a Deus que guie meus passos e minhas atitudes e, por sorte, ele tem me atendido, por mais que em alguns momentos eu tenha a impressão que Ele esqueceu-se de mim, mas não passa de uma leve impressão.

Digo então para você que hoje está aqui lendo essas palavras que junte-se a mim e vamos fazer uma campanha chamada: Abaixo a repressão sentimental! Se você ama não é necessário sair gritando pelas ruas ou escrever em pedacinho de papel e colocar na testa, mas é preciso ter coragem o suficiente de não negar esse amor, mas sim saber administrá-lo da melhor maneira possível para que ele não morra, pois negar um sentimento tão bonito como é o amor por outro ser humano é o mesmo que assassinar a si mesmo e a sua própria essência de vida.

3 comentários:

Ana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana disse...

"é preciso ter coragem o suficiente de não negar esse amor"
Eu tive essa coragem, pena que o outro lá não teve a mesma. O que nos resta? Continuar em frente e sermos felizes.
E ainda dizem que não demonstro o que sinto, kkkkkkkk Tudo bem, não sou tão sentimental, mas também não sou vazia.
Ótimo texto Paty, parabéns!

Anarquico disse...

Alguém que se diz "não ser tão sentimental", certamente sabe de tudo de amor, e está dando o máximo de si para isso.

Quanto ao seu namorado, certamente ele é honesto, sincero, fiel, e eloquente em demonstrar seus sentimentos.

Eu também não acho que você seja uma adolescente.

Agora releia o texto colocando todas as minhas afirmativas, como frases que negam a afirmação que elas fazem.